F1: Nielsen fala sobre futuro de Colapinto na Alpine

O diretor-gerente da Alpine, Steve Nielsen, acredita que Franco Colapinto precisa de tempo para amadurecer e entregar o potencial de seu talento na Fórmula 1. A preparação do argentino para sua primeira temporada completa em 2026, contará com todo o apoio da equipe, que renova a confiança no piloto, apesar das dificuldades enfrentadas no ano anterior.

Colapinto fez sua estreia na F1 em 2024, substituindo Logan Sargeant na Williams em algumas corridas, e teve um começo promissor, com uma classificação para o Q3 e seus primeiros pontos em apenas sua segunda corrida. Porém, sua permanência na equipe foi curta, e ele não foi escolhido para continuar em 2025. A Alpine, por outro lado, decidiu apostar nele e o contratou para substituir Jack Doohan a partir do GP da Emilia Romagna, em maio de 2025. No entanto, a segunda parte do ano não foi tão positiva para o argentino, que não conseguiu marcar nenhum ponto em todo o restante da temporada.

Apesar de um ano desafiador para a Alpine em 2025, que terminou com a equipe na última posição no campeonato de construtores, Nielsen expressou apoio contínuo a Colapinto, destacando que o jovem piloto tem grande potencial. Em uma entrevista ao final da temporada de 2025, Nielsen afirmou: “Franco é um piloto jovem. Vimos outros jovens pilotos passarem por bons e maus momentos. Ele está nesse caminho. Houve corridas no início do ano em que ele foi igual a Pierre (Gasly), e em algumas ocasiões, talvez até mais rápido que Pierre nas corridas. Ele está nesse processo, e vamos dar todo o apoio necessário para ele ser o mais rápido que puder, seja mais rápido que Pierre ou tão rápido quanto ele”.

Franco Colapinto
Foto: Luca Bassani/GP São Paulo de F1

2025 foi uma temporada difícil para a Alpine, com apenas 22 pontos marcados no campeonato (todos de Gasly) e muitos desafios. Agora o time francês espera estabilidade na segunda vaga da equipe. Nielsen reforçou a importância de ter dois pilotos pontuando regularmente para o sucesso da equipe e o desenvolvimento do carro: “Precisamos de estabilidade no segundo carro e de dar tempo para que esse talento amadureça e entregue pontos para nós. Você precisa de dois pilotos”, acrescentou.

A decisão da equipe de interromper o desenvolvimento do A525 mais cedo em 2025, para focar nas novas regulamentações de 2026, resultou em uma parte final de temporada ainda mais difícil, com Gasly e Colapinto lutando frequentemente na parte de trás do grid. Mesmo assim, Nielsen reconheceu que, em algumas corridas, os pilotos conseguiram extrair o melhor do carro, como no GP de São Paulo: “A realidade brutal é que nosso carro não era rápido o suficiente para pontuar. Acho que nossos dois pilotos são melhores do que o carro. Quando o carro foi bom, como no Brasil e Las Vegas, ambos conseguiram entregar o que o carro permitia”, completou.

Para 2026, a Alpine espera um carro muito melhor e, com isso, espera que seus pilotos também possam entregar os resultados desejados.



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