Steve Nielsen, novo diretor-gerente da Alpine, revelou qual será sua prioridade número um ao reassumir o comando da equipe de Enstone. O dirigente, que trabalhou na equipe no início dos anos 2000 e volta agora em parceria com Flavio Briatore, chega em um momento de grandes mudanças para a estrutura britânica.
A Alpine vive um processo de transformação. Apesar de ser controlada pela Renault, deixará de atuar como equipe de fábrica a partir da temporada 2026 da Fórmula 1, passando a usar motores Mercedes como equipe cliente. Neste ano, ocupa o último lugar no campeonato de construtores com apenas vente pontos marcados, vinte e quatro a menos que a Haas, nona colocada, a sete etapas do final da temporada.
Em um vídeo publicado nas redes sociais da equipe, Nielsen deixou clara sua principal missão: “Temos ótimas instalações, mas o produto que colocamos na pista não reflete o esforço das pessoas aqui, nem os recursos que temos. Minha prioridade máxima é garantir que Enstone produza o melhor carro possível”, afirmou.
Nielsen também destacou que a reconstrução exige visão de longo prazo: “É preciso ter um olho no futuro. Você precisa sacrificar o sucesso de curto prazo e investir no futuro, e estamos passando por isso agora. Acredito muito que você conhece melhor as pessoas quando as coisas vão mal do que quando vão bem, porque vê do que elas realmente são feitas. Há quem esteja disposto a cavar fundo, encontrar uma marcha extra e continuar empurrando.”

Ele assumiu o posto deixado vago após a saída de Oliver Oakes, que renunciou logo depois do GP de Miami. O novo diretor chegou ao time no mês passado, vindo da Formula One Management (FOM), após uma breve passagem pela FIA.
Com uma carreira que começou em 1986, Nielsen já passou por Williams, Toro Rosso, Caterham, Lotus, Arrows e Tyrrell. Foi diretor esportivo da Renault no fim dos anos 1990, incluindo as conquistas de título de Fernando Alonso em 2005 e 2006.
Sobre seu retorno, ele se disse emocionado: “Não pensei que encontraria tantas pessoas conhecidas aqui, mas é uma mistura de rostos familiares e novos. É um momento muito empolgante para mim. É um privilégio estar de volta. Esta é minha casa. A maior parte da minha vida profissional foi aqui, meus maiores sucessos foram aqui. Voltar nessa fase da carreira é um privilégio”, acrescentou.
Ele concluiu lembrando o motivo de sua volta: “Nos últimos oito anos, não estive em um time de corrida. Eu estava na Fórmula 1. Foi um ótimo período, mas você sente falta dos altos e baixos da competição. No fim das contas, é por isso que decidi voltar, voltar para casa, porque sentia falta dessa adrenalina. É maravilhoso estar de volta”, encerrou.
