F1: Newey se declara “parcial” sobre controvérsia do motor Mercedes

A controvérsia envolvendo o suposto ‘truque’ do motor da Mercedes, continua gerando discussões no paddock da Fórmula 1. Adrian Newey, diretor técnico e chefe da Aston Martin, afirmou que sua opinião sobre a situação é influenciada por seu histórico de trabalho com outros fabricantes, especialmente com a Honda, com quem a equipe irá correr em 2026, após encerrar a parceria com a Mercedes no final de 2025.

O foco da polêmica está no motor da Mercedes, que alegadamente consegue operar com um índice de compressão de 18:1 enquanto está quente e em funcionamento, contrariando as regulamentações que limitam a compressão a 16:1. No entanto, as medições do motor só podem ser feitas pela FIA quando o carro está frio e parado. Isso gerou preocupações entre os concorrentes, que temem que a Mercedes possa obter uma vantagem substancial nesta temporada devido a essa técnica.

Quando questionado sobre sua opinião a respeito, Newey não hesitou em se declarar ‘parcial’: “Claramente, sou tendencioso”, afirmou, reconhecendo sua posição em relação à situação. “Todos estão alinhados, exceto um fabricante. Onde isso vai dar, veremos em Melbourne”, afirmou, se referindo ao início da temporada 2026.

Enquanto isso, a Aston Martin segue focada em suas próprias dificuldades de pré-temporada. A equipe enfrentou desafios durante o shakedown coletivo em Barcelona, com seu carro chegando atrasado para os testes. Fernando Alonso, que entra em sua 23ª temporada na F1, minimizou a controvérsia do motor da Mercedes e destacou que a Aston Martin está mais preocupada em resolver seus próprios problemas.

Fernando Alonso (Aston Martin) - Testes Barcelona F1 2026
Foto: Divulgação / Aston Martin

“Para ser honesto, não estamos realmente prestando muita atenção nisso. Temos desafios suficientes para lidar”, afirmou Alonso. O bicampeão também expressou confiança na FIA para tomar a decisão correta, mas destacou que a Aston Martin está mais focada em entender os próprios problemas do carro: “Tivemos apenas um dia e meio em Barcelona, precisamos entender muitas coisas internamente”, acrescentou.

Alonso também destacou a importância de garantir que todos comecem com as mesmas condições, especialmente no primeiro ano de novas regulamentações: “Não queremos dar uma vantagem para um fabricante por quatro ou cinco anos. Então, queremos clareza sobre isso”, concluiu o espanhol.



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