A partir de 2022 um novo regulamento para o desenvolvimento dos carros entrou em vigor na F1, com a pressão aerodinâmica sendo obtida através do assoalho. Algumas equipes como Mercedes e Ferrari não conseguiram acertar a filosofia proposta e acabaram sofrendo com o chamado “porpoising”, quicadas na pista.
O efeito faz com que a aerodinâmica do carro seja instável, tenha menos equilíbrio nas zonas de frenagem e nas curvas. Além disso, há perda no tempo de volta e um desconforto terrível para os pilotos.
A Red Bull não sofreu com a aerodinâmica do carro, o projetista do time, Adrian Newey, revelou que entendia um pouco do assunto, o que auxiliou no projeto do RB18:”Eu tinha uma compreensão básica do princípio do efeito de solo e também do fenômeno que vimos há 40 anos como o “porpoising bouncing”. Então, adivinhei o que estava por vir”, declarou ao Auto Motor und Sport.
“No máximo, fiquei surpreso com a extensão. Na verdade, todos deveriam ter sabido. É um fenômeno que está nos genes destes carros”.
O efeito do porpoising é difícil de ser identificado no túnel de vento, assim, as equipes só perceberam o problema durante os testes da pré-temporada, ficando com menos tempo para acertar o carro.
Para Newey, o problema poderia ter sido evitado: “É difícil traduzir este problema em um modelo. O modelo é fixado no túnel de vento, portanto não se pode simulá-lo, mas havia maneiras de prever isso e conseguimos lidar com isso de forma relativamente rápida com nossa atualização no último dia. Quando o teste do Bahrein acabou, nós o reduzimos ao ponto de não ser um incômodo.”
Ele acrescentou: “O problema com os carros de efeito solo é que eles encorajam você a dirigir no limite da estabilidade aerodinâmica. Se você exceder esse limite, você fica pulando. O caminho certo, encontrar um equilíbrio entre o downforce e os pulos, não é fácil”, apontou.
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