F1: Aston Martin tem vibração grave e pode limitar voltas, diz Newey

O início da temporada 2026 da Fórmula 1 tem evidenciado cada vez mais os problemas da Aston Martin neste novo regulamento. Inclusive, em uma entrevista concedida na Austrália, Adrian Newey confirmou os rumores de que é improvável que a equipe britânica consiga completar a prova completa na abertura do campeonato.

O time apostou em uma grande reformulação pensando na nova era da categoria. Além de Newey não apenas como projetista, mas também chefe de equipe, ainda investiu nos motores Honda e em uma fábrica de ponta em Silverstone, além de outras contratações chave para começar o ano com o pé direito.

Entretanto, já no shakedown em Barcelona os problemas começaram a surgir. Chegando atrasada, mal conseguiu dar muitas voltas, e a situação apenas se agravou nas duas semanas de pré-temporada no Bahrein, mostrando que a grande expectativa de um campeonato forte poderia ir por água abaixo, ao menos no início do campeonato.

E em uma entrevista dada já em Melbourne, o dirigente da Aston Martin na Fórmula 1 confirmou os temores: não será possível dar mais do que algumas voltas no GP da Austrália no próximo dia 8 de março.

Adrian Newey (GBR) Aston Martin F1 Team, Team Principal.
Foto: XPB Images

“Essa vibração no chassi está causando alguns problemas de confiabilidade. Retrovisores se soltando, lanternas traseiras se soltando, todo esse tipo de coisa, que estamos tendo que resolver. Mas o problema muito mais significativo é que essa vibração acaba sendo transmitida para os dedos do piloto”, disse Adrian.

“Então, Fernando [Alonso] acha que não pode dar mais de 25 voltas consecutivas antes de correr o risco de sofrer danos permanentes nos nervos das mãos. Lance [Stroll] acha que não pode dar mais de 15 voltas antes de atingir esse limite. Não adianta sermos francos e honestos nesta reunião”, continuou.

“É algo que, infelizmente, Koji [Watanabe] e eu não tivemos a oportunidade de discutir adequadamente antes desta reunião. Teremos que limitar bastante o número de voltas que daremos na corrida até que identifiquemos a origem da vibração e a melhoremos na sua origem”, encerrou.