F1: “Não era culpa dele ser popular”, disse Hill sobre saída de Steiner da Haas

A saída de Guenther Steiner do comando da Haas na Fórmula 1 pegou de surpresa fãs e analistas da categoria. A figura carismática, um dos rostos mais marcantes do paddock, não estará mais no pit wall da equipe após decisão do proprietário, Gene Haas. Damon Hill, ex-piloto e campeão na F1 em 1996, atualmente atuando como comentarista, se pronunciou sobre a saída de Steiner.

Hill destacou o papel fundamental do italiano desde o início do projeto Haas na F1. Segundo ele, Steiner foi um dos ‘cérebros’ que viabilizaram a entrada da equipe. Gene Haas, já consolidado no automobilismo americano, era o responsável pela sustentação financeira, mantendo-se discreto nos últimos anos. Enquanto isso, Steiner se tornou a cara da Haas.

“Na verdade, você poderia dizer que era o time dele, mas ele não era o dono”, afirmou Hill na Sky Sports. “Com toda a atenção e distrações, falando sobre a série de TV que estão planejando… talvez isso tenha sido demais para alguns. Afinal, como chefe de equipe, seu principal foco deve ser o trabalho. Mas não era culpa dele ser popular e virar uma celebridade.”

Steiner ainda não se pronunciou publicamente sobre sua saída forçada da Haas. Ele também não participou do comunicado de imprensa da equipe e seu futuro permanece incerto.

A análise de Hill levanta um ponto interessante. Seria a própria popularidade de Steiner um fator para o seu desligamento da equipe? O ex-chefe de equipe conquistou o carinho dos fãs com sua personalidade autêntica e os momentos explosivos que protagonizou na Netflix. O sucesso nas telas teria eclipsado o desempenho da equipe nas pistas?

Sem dúvida a saída de Steiner deixa um vazio de carisma e personalidade no grid da F1. Mas as questões levantadas por Hill indicam que a história por trás de sua saída pode ser mais complexa do que aparenta. Nos próximos dias, talvez, teremos mais respostas.