A discussão sobre as novas exigências técnicas da Fórmula 1 é um ponto central das discussões em 2026, especialmente por conta do aumento da dependência da gestão de energia durante as voltas. Entre as estratégias mais comentadas está o lift and coast (LiCo), que passou a ter papel ainda mais central dentro desse novo cenário.
Quem minimizou qualquer estranhamento em relação à prática foi Lewis Hamilton. Para ele, apesar das mudanças no contexto técnico, a instrução recebida dos engenheiros não tem nada de fora do comum. “Não acho nada estranho, é só diferente”, afirmou o heptacampeão mundial. “Eu acho que o lift and coast é algo que já fizemos no passado, mas na maioria das vezes era para economizar combustível ou pneus”, disse ele, ao relembrar o uso tradicional da técnica.

A diferença, segundo o britânico da Ferrari, está no objetivo atual, que se torna mais estratégico com as novas regras. Em 2026, a divisão de potência dos carros será igual entre motor de combustão interna e energia elétrica, com 50% para cada lado — uma mudança significativa em relação ao modelo anterior, que tinha cerca de 80% de combustão e 20% elétrico.
Esse novo equilíbrio faz com que métodos como o lift and coast e o chamado super-clipping ganhem importância na recuperação e otimização de energia ao longo das voltas. Para Hamilton, isso muda diretamente a forma como os pilotos abordam diferentes circuitos. “Agora é para otimizar sua energia durante a volta, então, de pista para pista, vai ser diferente”, explicou.
O piloto também destacou que até mesmo situações clássicas do automobilismo, como as voltas de classificação, passam a exigir outra abordagem. “Portanto, não é necessariamente estranho. É só que, numa volta de classificação, você quer estar com potência o tempo todo até a zona de freada [de uma curva], mas não é mais o caso hoje”, concluiu.
