A temporada 2025 da Fórmula 1 foi rodeada de incertezas dentro da Red Bull, com diversos rumores de que Max Verstappen poderia trocar a equipe pela Mercedes ou Aston Martin. Porém, o tetracampeão decidiu ficar no time após a entrada de Laurent Mekies e a impressionante recuperação na reta final do campeonato, marcada por uma forte campanha do holandês, que ofuscou completamente seu companheiro de equipe, Yuki Tsunoda.
O cenário reforçou debates sobre a dependência da equipe em torno do tetracampeão e quais seriam os impactos de uma possível saída ao final de 2026. A temporada será, novamente, de cenários incertos para a Red Bull, que pela primeira vez vai investir em um motor próprio, desenvolvido em parceria com a Ford.
Em entrevista ao De Telegraaf, o CEO da Red Bull, Oliver Mintzlaff, minimizou qualquer risco contratual. “O importante é dizer que não temo nenhuma cláusula de desempenho em seu contrato”, afirmou. “O mais importante para um atleta é ver que todos na equipe estão se empenhando ao máximo por ele e acho que Max está impressionado com a forma como os resultados e o ambiente dentro da equipe evoluíram este ano.”

Mintzlaff destacou ainda a sintonia entre piloto e equipe. “É claro que Max sempre quer vencer e ter o melhor carro possível, mas esse também é o nosso objetivo. Enquanto ele sentir que estamos trabalhando para isso e fazendo o nosso melhor, acho que ele permanecerá fiel a nós. Ele também vê tudo o que investimos em nosso próprio motor”, completou, reforçando a convicção de que Verstappen encerrará a carreira na Red Bull.
Apesar disso, o dirigente reconhece as incertezas do futuro. “Ninguém sabe, talvez sejamos a segunda ou a terceira equipe”, disse, ao falar sobre o cenário pós-2026. Ainda assim, ele demonstrou confiança no trabalho interno, citando a qualidade das pessoas envolvidas tanto no chassi quanto no projeto do motor.
Verstappen está ligado à Red Bull desde sua estreia na F1, em 2015, e nunca correu por outra equipe. Ao longo dos anos, ganhou mais autonomia dentro do time, o que levanta questionamentos sobre se teria a mesma liberdade em outro lugar. Para Mintzlaff, essa discussão não se sustenta. “Max não tem mais 15 anos. Ele tem idade e maturidade suficientes para expressar por si mesmo o que quer.”
Por fim, o CEO rejeitou a ideia de que o piloto seja o “chefão” da equipe. “É absurdo. Posso dizer que todos os acordos são claros e que ele nunca me apresentou o menor pedido. Max é um cara incrível, não uma ‘diva’”, concluiu, reafirmando sua confiança na permanência do holandês na Red Bull a longo prazo.
