A Ferrari estaria desenvolvendo seu motor de 2027 com foco em uma taxa de compressão dinâmica, inspirada na polêmica estratégia usada pela Mercedes, segundo o jornalista italiano Leo Turrini. Enrico Gualtieri, diretor técnico da unidade de potência, iniciou trabalhos que incluem “algumas modificações substanciais visando justamente criar uma taxa de compressão dinâmica”.
A equipe pretende que a solução seja considerada legal pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo) para o próximo ano. Gualtieri e sua equipe planejam usar uma nova biela “com coeficiente de expansão térmica suficiente para reverter a perda de compressão devido à expansão térmica”. O motor, porém, não será testado no dinamômetro antes do verão por “problemas de cronograma de produção”.

A FIA já se reuniu com especialistas técnicos e o Comitê Consultivo da Unidade de Potência (PUAC) discute mudanças, incluindo medições com motores aquecidos ou sensores na pista após reclamações de Audi, Ferrari, Honda e, mais recentemente, da Red Bull. Falando ao PlanetF1.com, Gualtieri disse:
“Estamos abordando o tema junto com a FIA… confiamos completamente que o processo pode chegar ao fim nos próximos dias e semanas.”
O motor atual da Ferrari também é inovador. A equipe adotou cabeçotes de aço para 2026, mais pesados, mas mais eficientes na combustão, permitindo temperaturas e pressões inéditas. Nos testes de Barcelona, a Ferrari completou 442 voltas, atrás apenas da Mercedes (500+) e sua unidade de potência somou 992 voltas, ficando atrás apenas da Mercedes (1.136).
