A realização dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita em abril, permanece incerta diante da escalada da crise no Oriente Médio. Segundo fontes do RacingNews365, os organizadores da prova em Jeddah estão se esforçando para manter o evento no calendário da Fórmula 1, mas o futuro da corrida está intimamente ligado ao do GP do Bahrein.
O problema se agravou após ataques militares dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, seguidos de retaliações iranianas. Entre os incidentes, um míssil atingiu o centro de comando da Quinta Frota dos EUA no Bahrein, enquanto outros foram lançados contra Catar, Dubai e Abu Dhabi, causando forte interrupção nos voos na região. Em meio a isso, um teste de pneus da Pirelli no Bahrein, marcado para 28 de fevereiro a 1º de março, precisou ser cancelado.
A Fórmula 1 acompanha de perto os desdobramentos, mas o tempo para uma decisão final é curto, principalmente por causa da necessidade de transportar o material para Sakhir a tempo do GP do Bahrein. Caso uma das duas corridas seja cancelada, há grande possibilidade de que a outra também seja suspensa, complicando a situação da F1.

Se ambos os GPs forem realmente cancelados, o calendário de 2026 terá 22 etapas, sem eventos substitutos em abril. Ímola e Portimão haviam sido cogitados como alternativas, mas Ímola não é viável devido à abertura do Campeonato Mundial de Endurance da FIA (WEC) no dia planejado para eventualmente ser o GP da Arábia Saudita, e organizar duas corridas consecutivas no mesmo circuito representaria um grande desafio logístico.
Dessa forma, a temporada de 2026 poderá ser novamente composta por 22 etapas, pela primeira vez desde 2023, desde que não ocorram novos cancelamentos de corridas no Catar e Abu Dhabi.
