A Fórmula 1 iniciou o fim de semana do GP da China 2026 com sinais claros de força da Mercedes em Xangai. Dados de simulação analisados após o TL1 indicam que a equipe alemã pode ter uma vantagem significativa sobre os rivais no circuito chinês.
George Russell confirmou o bom momento ao garantir a pole position para a Sprint, enquanto Kimi Antonelli completou a primeira fila totalmente da Mercedes. O desempenho reforça a impressão de que a equipe pode ter o carro mais competitivo do grid neste início de temporada.
Russell já havia mostrado ritmo forte no TL1, única sessão de treinos livres do fim de semana com formato Sprint. O britânico rapidamente encontrou um bom acerto para o carro e manteve vantagem consistente ao longo da classificação da Sprint.
A melhor volta do piloto da Mercedes ficou apenas 0s879 acima do recorde histórico do circuito de Xangai. Esse dado indica que os carros da nova geração da Fórmula 1 já começam a alcançar níveis de desempenho muito elevados.
Análises de simulação de classificação apontam que a Mercedes pode ter até meio segundo de vantagem sobre os principais adversários. Isso permite que Russell e Antonelli ataquem as voltas rápidas sem a necessidade de assumir riscos excessivos.
O carro da equipe alemã apresenta desempenho forte em todos os tipos de curvas, lentas, médias e rápidas. Nas retas, a Mercedes perde um pouco de desempenho para a Racing Bulls, mas ainda mantém vantagem sobre McLaren, Ferrari e Red Bull.

Apesar do domínio em ritmo de volta, um ponto de atenção continua sendo as largadas. Russell afirmou após conquistar a pole da Sprint que a equipe acredita ter melhorado esse aspecto entre o GP da Austrália e a etapa chinesa.
Atrás da Mercedes, a McLaren surpreendeu ao superar a Ferrari na classificação da Sprint. Lando Norris garantiu a terceira posição após uma volta decisiva no momento ideal da pista, mesmo com um carro que, segundo os dados, não era o terceiro mais rápido do grid.
Lewis Hamilton terminou em quarto com a Ferrari e mostrou ritmo competitivo ao longo do dia. Dados de volta ideal indicam que o britânico poderia ter sido ainda mais rápido caso tivesse reunido todos os melhores setores em uma única tentativa.
Charles Leclerc, por sua vez, enfrentou problemas durante o SQ3. O monegasco relatou ter perdido cerca de meio segundo na reta oposta em sua segunda volta rápida por motivos ainda não identificados pela equipe.
A Red Bull teve uma sexta-feira difícil em termos de desempenho. Max Verstappen terminou apenas em oitavo e descreveu o comportamento do carro como um “desastre”, reclamando da falta de aderência e equilíbrio nas curvas.

Simulações indicam que a equipe austríaca está mais de um segundo atrás dos líderes neste momento. Isso coloca o time dentro do pelotão intermediário, com Haas e Alpine aparecendo muito próximos em ritmo de classificação.
Entre os destaques positivos do grupo intermediário estão Pierre Gasly e Oliver Bearman. O francês colocou a Alpine na sétima posição, enquanto o piloto da Haas novamente impressionou ao superar seu companheiro de equipe Esteban Ocon.
Nas estratégias, o pneu Médio da Pirelli foi utilizado obrigatoriamente nas duas primeiras partes da classificação da Sprint. Esse composto também aparece como o mais provável para a corrida curta de sábado, com os pneus Macios reservados para a classificação e os Duros para o Grande Prêmio.
As condições da pista também influenciaram o desempenho. Com temperaturas mais baixas que no ano passado e pouca atividade recente no circuito, o asfalto apresentou baixa aderência e granulação no pneu dianteiro esquerdo.
A tendência, porém, é que a pista evolua rapidamente ao longo do fim de semana. Com mais carros em ação, incluindo as corridas da F1 Academy, a expectativa é de que a aderência aumente significativamente para a Sprint e para as sessões decisivas do GP da China.
