F1: Mercedes e Red Bull estariam usando novo “truque” na unidade de potência

Surgiu mais um capítulo técnico de bastidores após o GP do Japão de Fórmula 1. Mercedes e Red Bull Racing teriam utilizado um novo ‘truque’ envolvendo suas unidades de potência, o que voltou a incomodar a Ferrari.

De acordo com a publicação The Race, as duas equipes encontraram uma maneira de liberar repentinamente toda a potência de 350 kW, em vez de aplicá-la gradualmente. O sistema exploraria uma função prevista para situações em que o MGU-K sofre algum tipo de desligamento, proporcionando um pequeno ganho no tempo de volta.

O regulamento prevê um bloqueio de um minuto após esse uso, justamente para evitar abusos. Isso torna a estratégia pouco útil durante a corrida, mas potencialmente vantajosa nas sessões de classificação, especialmente na reta final antes da linha de chegada.

Alguns episódios durante os treinos livres no Japão teriam sido relacionados a essa prática. Entre os exemplos citados estão as desacelerações significativas de Kimi Antonelli e Max Verstappen após voltas rápidas. Ainda segundo a publicação, a Mercedes não teria utilizado o recurso além das sessões de treinos.

Pelo menos até o momento, a FIA entende que a utilização do sistema estaria dentro das regras atuais. No entanto, preocupações com segurança podem levar a federação a revisar o tema e avaliar possíveis mudanças no regulamento.

Isack Hadjar (FRA) Red Bull Racing RB22.
Foto: XPB Images

Esse episódio surge após outra controvérsia técnica envolvendo a Mercedes e também a Red Bull Powertrans-Ford, relacionada ao polêmico ‘truque’ da taxa de compressão. Na ocasião, as equipes chegaram a um acordo para uma solução comum, encerrando a discussão, mesmo com a Red Bull não tendo conseguido o sucesso da Mercedes com esse ‘truque’.

Outra questão mencionada foi uma mudança nas largadas antes do início da temporada, considerada uma das forças da Ferrari em 2026 devido ao seu turbo. Esse contexto também contribuiu para aumentar a insatisfação da equipe italiana com os recentes desenvolvimentos técnicos.

Mesmo aceitando que a nova abordagem esteja dentro das regras, a Ferrari teria solicitado esclarecimentos adicionais. A equipe italiana entende que se trata de uma exploração das normas e acredita que a FIA deveria avaliar a situação com mais profundidade para evitar novos desdobramentos.



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