A Red Bull Racing não se importa com a direção que as regras da Fórmula 1 tomem, em relação à controvérsia sobre a compressão da unidade de potência para a temporada de 2026, mas exige clareza absoluta sobre a questão. Laurent Mekies, chefe da equipe, desmentiu a sugestão de que a discussão seja ‘apenas ruído’ e reiterou que as equipes precisam de uma definição clara sobre o que é permitido ou não.
Essa polêmica surgiu devido ao uso de materiais pela Mercedes, que permitiram que seus motores de combustão interna (ICE), retornassem à razão de compressão anterior de 18:1 em altas temperaturas de funcionamento, ao invés da nova limite de 16:1 estipulado pelos regulamentos para 2026, qe são medidos em temperatura ambiente. A vantagem técnica, que pode resultar em alguns décimos de segundo por volta, tem gerado descontentamento entre os fabricantes concorrentes de unidades de potência, incluindo a própria Red Bull Powertrains-Ford, que segundo vários relatos, também teria desenvolvido uma solução similar à da equipe alemã, mas que não funcionou, o que levou a equipe a apoiar os demais times contra a Mercedes.

Mekies afirmou que a Red Bull não tem uma posição rígida sobre a questão, mas destacou a necessidade de uma regulamentação clara: “O que absolutamente queremos é clareza sobre o que podemos e o que não podemos fazer”, disse ele. “E é nisso que estamos trabalhando com a FIA e outros fabricantes de unidades de potência, para alcançar essa clareza”, afirmou.
Embora James Vowles, da Williams, tenha minimizado a importância do assunto, considerando-o ‘apenas ruído’ sem grande impacto no campeonato, Mekies discordou. Para ele, qualquer vantagem competitiva, mesmo que mínima, pode fazer a diferença na temporada: “Não achamos que seja apenas ruído. Precisamos de clareza, e esperamos que isso aconteça em breve”, completou.
