Red Bull e Ford iniciam um novo capítulo na Fórmula 1 em 2026 com a estreia da unidade de potência desenvolvida internamente em Milton Keynes. O projeto começou em 2021 com a criação do Red Bull Powertrains e ganhou reforço em 2023 com a entrada da Ford, marcando o retorno da marca americana à F1 após sua saída no fim de 2004, quando vendeu a Jaguar para a própria Red Bull.
Laurent Mekies, chefe e CEO da Red Bull, acredita que a decisão de produzir uma unidade de potência independente era necessária para o futuro da equipe. Segundo ele, o processo envolve riscos e complexidade, mas também representa a oportunidade de construir uma operação completa e autossuficiente dentro da Fórmula 1.
“Provavelmente ninguém além da Red Bull seria capaz de tomar essa decisão”, afirmou Mekies durante o Autosport Business Exchange. “Seria ingênuo pensar que você chega no primeiro ano e já está no mesmo nível de quem faz isso há 90 anos. Nós não somos ingênuos, gostamos de escalar desafios.”
O dirigente destacou que o caminho pode ser longo e difícil. “Isso vai exigir noites sem dormir, dores de cabeça e bastante luta”, explicou. “Acreditamos que temos as melhores pessoas, os melhores parceiros e excelentes infraestruturas. Trabalhamos para uma empresa que olha para a ousadia das visões mais do que para resultados imediatos. No futuro, vamos olhar para esta fase inicial e lembrar da dimensão do desafio.”
A parceria entre Red Bull e Ford começa oficialmente em 2026 e será o primeiro grande teste para a independência técnica da equipe. Enquanto isso, o desenvolvimento da unidade de potência segue avançando para atender ao novo regulamento da categoria.
Questionado se o projeto pode influenciar o futuro de Max Verstappen dentro da equipe, Mekies destacou que o holandês está envolvido no processo e não apenas observando de fora. “Recebemos essa pergunta praticamente em todas as corridas do ano passado”, brincou. “Uma das coisas incríveis sobre Max é que ele não fica de fora julgando o que fazemos, ele está dentro do projeto. Ele assume os riscos conosco. Ele sabe da escala do desafio.”
Mekies também ressaltou o perfil competitivo do tricampeão. “Ele vive e respira automobilismo. Dia e noite ele pensa em corridas, se não é Fórmula 1 é GT3, se não é GT3 são as provas virtuais. Ele é automobilismo.”
A temporada 2026 marcará uma mudança significativa no regulamento técnico, e a Red Bull terá como meta provar que sua nova unidade de potência pode manter o nível dominante dos últimos anos, ao mesmo tempo em que conta com Verstappen para enfrentar o desafio desde o primeiro quilômetro.
