A discussão sobre os motores da Fórmula 1 para 2027 segue dividindo fabricantes e Laurent Mekies defendeu que a categoria chegue a uma solução definitiva o quanto antes. O chefe da Red Bull afirmou que o tema não deve seguir no centro dos debates nos próximos anos.
Atualmente, FIA, a categoria e os cinco fabricantes de unidades de potência envolvidos no regulamento futuro discutem possíveis alterações em um dos pilares do projeto para 2027: a divisão da potência entre o motor a combustão e o sistema elétrico.
O regulamento foi originalmente concebido para uma distribuição de 50% da potência proveniente do motor a combustão e 50% da parte elétrica, equipada com baterias de 350 kW. Em comparação, os carros de 2025 operavam com uma proporção próxima de 80% para o motor a combustão e 20% para o sistema híbrido.

A revisão ganhou força após preocupações relacionadas ao aumento do chamado “super-clipping” e à necessidade de os pilotos economizarem energia por meio de técnicas como tirar o pé do acelerador antes das frenagens, especialmente em voltas de classificação. Antes do GP de Miami, houve um acordo de princípio para alterar a divisão para 60% da potência vinda do motor a combustão e 40% da parte elétrica a partir de 2027.
Segundo informações citadas na discussão, Audi e Ferrari demonstram resistência à proposta, enquanto Honda, Mercedes High Performance Powertrains e Red Bull Powertrains apoiam a mudança. Mekies acredita que um consenso será alcançado. “No fim das contas, acredito que chegaremos a esse ponto. Deixe-me colocar desta forma: acho que devemos resolver isso de uma vez por todas e não transformar esse assunto em um tema recorrente. Temos disputas fantásticas na pista e muitos aspectos positivos no que estamos vendo, mas existe uma área que queremos melhorar.”
