O ex-chefe de equipe e CEO da Red Bull Racing, Christian Horner, voltou a falar sobre sua saída da equipe e usou uma expressão forte para descrever como recebeu a decisão: disse que foi como se tivessem lhe servido um “sanduíche de merda”.
A demissão ocorreu logo após o Grande Prêmio da Grã-Bretanha de 2025, encerrando uma trajetória de 20 anos marcada por títulos mundiais e uma das fases mais dominantes da história recente da Fórmula 1. Embora rumores já circulassem no paddock, Horner afirmou que o momento e a forma da decisão o pegaram de surpresa.
Relembrando o episódio na série Drive to Survive, o britânico detalhou o que aconteceu:
“Depois do Grande Prêmio da Áustria, fomos para Silverstone. O Max largou na pole, mas terminou em quinto. Vinte e quatro horas depois, fui chamado para uma reunião em Londres, onde me informaram que, operacionalmente, eu não estaria mais envolvido na gestão da equipe de Fórmula 1 da Red Bull.
Senti uma verdadeira sensação de perda e de dor. Foi tudo muito repentino, e eu não tive a chance de me despedir adequadamente.
Você nunca imagina estar nessa posição. E a reação imediata quando te entregam um sanduíche de merda desses é: ‘Que se dane’.
Algo foi tirado de mim que não foi escolha minha, algo que era muito precioso.”
A expressão usada por Horner, shit sandwich, não é comum no Brasil. Traduzida ao pé da letra, significa exatamente “sanduíche de merda”. Em países de língua inglesa, no entanto, é uma metáfora utilizada para descrever uma situação extremamente desagradável, inesperada e difícil de aceitar – algo que a pessoa é forçada a “engolir”, mesmo sendo indigesto.
No português, equivalentes mais naturais seriam “receber uma bomba” ou “engolir algo muito indigesto”. Ainda assim, a força da expressão original é maior, justamente por ser crua e direta. Ao escolhê-la, Horner deixou evidente o nível de frustração e ressentimento com a forma como deixou a equipe.
O episódio marcou o fim de uma era na Red Bull e deu início a uma reformulação interna profunda. Mas pelas palavras do próprio Horner, o impacto pessoal da decisão ainda parece longe de ter sido superado.
