F1: McLaren responde crítica de Norris e Verstappen após GP do Japão

A McLaren respondeu às críticas feitas por Lando Norris e Max Verstappen após o GP do Japão de Fórmula 1. A equipe reconheceu que o comportamento da bateria e das ultrapassagens foi influenciado por limitações do regulamento atual.

O assunto ganhou relevância depois que Norris e Verstappen destacaram, após a corrida, que os pilotos eram praticamente obrigados a tentar ultrapassagens assim que ficavam a menos de um segundo do carro à frente. Ambos também apontaram que o uso da bateria parecia ocorrer de forma automática, algo que segundo eles, limita as opções estratégicas durante a prova.

Andrea Stella, chefe da equipe McLaren, explicou que as características do circuito japonês tiveram grande impacto nesse comportamento. Segundo ele, a sequência de três retas consecutivas cria um cenário em que não há energia suficiente para todas elas, obrigando os pilotos a escolherem quando atacar ou defender: “O que acontece em uma pista como essa, com três retas seguidas, é que você não terá energia suficiente para todas. Então você precisa escolher quando quer atacar ou defender”, afirmou.

Stella detalhou ainda que o melhor ponto para ultrapassagem, especialmente ao seguir a Ferrari, estava entre a curva Spoon e a chicane: “Ali, se você pressionar o botão de boost, terá uma extensão do uso do MGU-K. Isso consome muita energia e faz a velocidade na aproximação da 130R ser muito alta. Estamos falando de 340 km/h”.

Charles Leclerc (MON) Scuderia Ferrari SF-26 at the start of the race.
Foto: XPB Images

Com essa velocidade, a tradicional curva 130R deixa de ser feita com o acelerador totalmente pressionado. Stella continuou: “A 340 km/h, a 130R não é mais uma curva de pé cravado. Você alivia não só para recarregar, mas porque, caso contrário, teria problemas de estabilidade”, disse ele.

Segundo o dirigente, se a ultrapassagem não for concluída, o piloto precisa voltar a acelerar e, nesse momento, as regras obrigam o uso do motor elétrico. Isso consome ainda mais bateria e pode prejudicar o desempenho logo depois: “Isso significa que você terá que usar ainda mais bateria. Muito provavelmente, se completou a ultrapassagem, ficará com pouca energia depois da chicane”.

Stella destacou que esse cenário explica por que algumas ultrapassagens foram revertidas entre a chicane e a curva 1. O chefe da McLaren sugeriu que a FIA revise as regras atuais para dar mais liberdade aos engenheiros no gerenciamento da energia: “Você poderia permitir que os engenheiros selecionassem trechos onde, após aliviar, ao voltar a acelerar, não houvesse uso do motor elétrico, dando mais liberdade no uso da bateria”, acrescentou.

Por fim, Stella citou exemplos da corrida em Suzuka envolvendo Norris, incluindo disputas com Lewis Hamilton: “Acho que vimos Lando ultrapassar Lewis algumas vezes e depois ser ultrapassado novamente. Existe a possibilidade de dar mais liberdade aos pilotos e engenheiros”, completou.



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