A temporada de 2026 da Fórmula 1 deve ter corridas mais imprevisíveis, segundo Mark Temple, diretor técnico de performance da McLaren. Em entrevista ao GPblog, ele afirmou que as mudanças regulatórias podem gerar “manobras de ultrapassagem inesperadas”, beneficiando as disputas entre os principais times.
“Você verá um piloto se antecipando, ultrapassando cedo, mas depois ele estará se comprometendo na reta seguinte. Acho que será interessante e empolgante, mas também um bom desafio para os pilotos”, explicou Temple.

As alterações vêm principalmente do aumento da potência elétrica dos carros, que passa de 120 kW para 350 kW, e da introdução do “Botão de Impulso”, que permite usar a máxima energia a partir de 50% da bateria em qualquer ponto da pista. O DRS será substituído pela aerodinâmica ativa.
Temple detalhou como isso mudará a estratégia: “Antes, você usava a bateria de forma mais longa, com menor potência. Agora, pode obter um impulso maior em uma reta, mas depois pode ficar exposto na curva seguinte. Será interessante, principalmente no começo, quando os pilotos descobrirem como reagir aos carros ao redor.”
Além disso, a divisão de energia passará a ser 50/50 entre motor elétrico e motor de combustão interna, tornando o gerenciamento da bateria um fator vital para ultrapassagens e desempenho. A questão dos motores é um dos pontos altos da pré-temporada, já que as fabricantes tentam barrar o “truque” que beneficia as unidades de potência da Mercedes.
