A McLaren anunciou que chegou a um acordo final com a Chip Ganassi Racing (CGR), após um processo judicial multimilionário envolvendo o piloto Alex Palou. O caso teve origem em 2023, quando o piloto da IndyCar quebrou um contrato que havia assinado para correr com a McLaren na Indy, e assinou outro com a CGR, depois de perceber que suas opções dentro da equipe britânica para chegar à Fórmula 1 estavam limitadas, após o bom desempenho de Oscar Piastri em sua temporada de estreia.
Com isso, a McLaren entrou com uma ação judicial contra Palou, buscando compensação financeira pela perda de receitas nas equipes de IndyCar e F1. No entanto, em sua sentença de janeiro deste ano, o juiz Picken descartou as reivindicações relativas à equipe de F1, mas determinou que Palou deveria pagar à McLaren uma quantia garantida de US$ 10,19 milhões pelos danos causados, incluindo salários do piloto, incentivos de patrocinadores e bônus da General Motors. Esse valor poderia chegar a US$ 12,6 milhões, dependendo de outros acordos de patrocínio, em comparação aos quase US$ 20 milhões que a McLaren inicialmente buscava.
Após o veredito, McLaren e Chip Ganassi Racing iniciaram negociações sobre o valor final a ser pago, com ambas as partes emitindo declarações confirmando o ‘acordo final’. Zak Brown, CEO da McLaren Racing, expressou satisfação com a resolução: “Estou muito feliz por termos chegado a um acordo final com a Chip Ganassi Racing após a decisão favorável no Reino Unido. Agora podemos voltar a focar no que é importante, que é a temporada emocionante da IndyCar”, disse ele.

Chip Ganassi, proprietário da equipe na Indy, também se manifestou, expressando sua satisfação pelo fim do processo: “Espero que Alex tenha aprendido a importância de ter as pessoas certas ao seu redor, o que ele agora faz, para evitar que os acontecimentos de 2023 se repitam”, encerrou o veterano dirigente.
Em sua própria declaração, Alex Palou reconheceu que a situação de 2023 poderia ter sido tratada de outra forma. O piloto espanhol admitiu que foi mal aconselhado e expressou o desejo de ter discutido os problemas com Zak Brown antes de quebrar seu contrato com a McLaren.
