A Fórmula 1 vive um momento dominado pela McLaren. A equipe de Woking conquistou nada menos que quatro dobradinhas consecutivas em 2025, consolidando-se como força absoluta da temporada e se aproximando de um feito histórico: voltar a conquistar os títulos de Pilotos e Construtores, algo que não acontece desde 1998.
Andrea Stella, chefe da McLaren, afirmou que o segredo do sucesso vai além de um bom carro de base. Para ele, o grande diferencial está no ritmo agressivo de desenvolvimento que a equipe vem impondo desde o início do campeonato. “Estamos vendo uma tendência muito positiva em termos de competitividade”, destacou. “Especialmente nas últimas etapas, em que terminamos com um P1 e um P2, conseguimos mostrar a força do nosso conjunto.”
Stella explicou que, ao contrário de temporadas anteriores, a McLaren não apostou em grandes pacotes de atualização entregues de uma só vez. Em vez disso, adotou uma estratégia contínua, implementando novidades praticamente em todas as corridas. “Desde o GP do Canadá, temos atualizado o carro com pequenas peças a cada fim de semana. Isso nos tornou mais rápidos e consistentes. No GP da Hungria, por exemplo, fomos P1 e P2 em praticamente todas as sessões, com uma vantagem clara em relação ao restante do grid”, analisou.

Esse planejamento estratégico permitiu que Lando Norris e Oscar Piastri se mantivessem em alto nível durante toda a primeira metade da temporada. Em Budapeste, Norris conseguiu transformar uma posição de largada em terceiro em vitória, superando o companheiro de equipe por menos de um segundo. Episódios como esse reforçam não apenas a força do carro, mas também a competitividade interna que tem marcado a campanha da McLaren.
A pausa de verão trouxe ainda mais confiança para Woking. Stella garante que o trabalho segue intenso na fábrica e que novas soluções já estão programadas para a retomada da temporada. “Estamos muito positivos em relação ao restante do campeonato. Há pistas que devem favorecer nosso desempenho, como Zandvoort. Também fizemos trabalhos específicos para circuitos como Monza e Las Vegas, onde no ano passado não fomos dominantes. Agora, esperamos ser competitivos em todos os tipos de traçado”, afirmou.

O alerta é claro para os rivais: a McLaren não pretende diminuir o ritmo. Enquanto Ferrari e Mercedes ainda buscam consistência para desafiar os líderes, e a Red Bull tenta reorganizar sua estrutura após a saída de Christian Horner, a equipe laranja mantém o foco total em ampliar a vantagem e encaminhar os títulos.
A briga entre Norris e Piastri pelo campeonato de Pilotos também promete ser um dos pontos altos da segunda metade do ano. Embora ambos tenham conquistado vitórias importantes, o equilíbrio interno faz com que cada ponto seja disputado com intensidade. Para a McLaren, no entanto, essa disputa é vista como saudável, já que mantém os dois pilotos motivados e empurra o time para um nível ainda mais alto.
Com a volta das atividades marcada para o GP da Holanda, em Zandvoort, a expectativa é de que a McLaren mantenha a sequência vitoriosa. Caso confirme o favoritismo, a equipe ficará ainda mais próxima de repetir a dobradinha histórica de 1998, quando Mika Hakkinen levou o título de Pilotos e o time faturou o Mundial de Construtores.
Andrea Stella resume o momento com confiança: “Trabalhamos duro para chegar até aqui e sabemos que ainda há mais por vir. O importante é não relaxar. O objetivo é terminar a temporada no topo em ambas as disputas.”
