F1: McLaren ainda busca entender unidade de potência Mercedes

A McLaren ainda não conseguiu explorar totalmente o potencial da unidade de potência fornecida pela Mercedes, segundo análises de especialistas da Fórmula 1. Apesar de contar com o mesmo hardware e software utilizado pela equipe de fábrica alemã, o time de Woking enfrenta dificuldades para otimizar o desempenho do motor e do carro como um todo.

O comentarista da F1 TV, Alex Jacques, explicou a situação: “Eles têm um problema com ambos os aspectos do carro. O chassi não é tão rápido quanto, por exemplo, o da Ferrari nas curvas, e eles não entendem completamente sua unidade de potência. Eles só receberam a especificação do motor da Mercedes, não o tinham nos testes e só obtiveram em Melbourne. Compreender isso e como utilizá-lo de forma eficiente é uma parte enorme do jogo. E eles estão apenas no começo dessa jornada”, afirmou.

Lando Norris (GBR) McLaren F1 Team MCL40 in the pits.
Foto: XPB Images

Jolyon Palmer, ex-piloto de F1 e atual comentarista, reforçou que o desafio vai além da McLaren: “É interessante. Conversei com a Alpine, que também utiliza o motor Mercedes, e percebi que há dificuldades de adaptação. Apesar de terem o mesmo motor, existem problemas iniciais. Eles ainda estão tentando entender como usar o motor da forma mais eficiente. A McLaren, que vinha superando a Mercedes nos últimos anos, não consegue mais fazer isso. E isso não prejudica apenas a McLaren, mas também Williams e Alpine, que não conseguem usar a melhor unidade de potência da maneira ideal”, disse ele, se referindo às outras equipes clientes da Mercedes.

Essa análise aponta que, embora as equipes clientes tenham acesso à mesma tecnologia da Mercedes, a experiência e o conhecimento específico da equipe fabricante sobre o gerenciamento da unidade de potência, ainda dão vantagem competitiva ao time de Brackley, que iniciou a temporada de 2026 com vitórias dominantes na Austrália e na China.