A Aston Martin chamou a atenção do paddock nas últimas corridas da Fórmula 1, e Helmut Marko acredita que a equipe pode ter contado com a influência de um nome de peso para alcançar esse salto de desempenho: Adrian Newey.
O consultor da Red Bull Racing destacou a transformação do time britânico, que passou de dificuldades no GP da Bélgica, onde Fernando Alonso terminou apenas em 17º, para disputar as primeiras posições já no GP da Hungria, quando o espanhol chegou em quinto e surpreendeu na sessão de classificação.
Em Zandvoort, a evolução seguiu visível. Na sexta-feira, Alonso ficou a pouco mais de um décimo do tempo de Lando Norris, líder do dia: “Eu não sei, mas Newey é sempre uma vantagem. O salto é realmente enorme. Em Spa eles eram últimos ou penúltimos, e agora estão constantemente brigando por pontos. Isso certamente aponta para alguém lá tendo alguma influência”, disse Marko à Sky alemã.
Apesar do bom desempenho inicial, no TL3 hoje em Zandvoort, a Aston Martin perdeu força em relação aos concorrentes. Lance Stroll foi o mais rápido da equipe, registrando o oitavo melhor tempo, apenas alguns décimos atrás de George Russell, da Mercedes.

Marko também comentou sobre as chances da Red Bull neste final de semana, após o pior desempenho do time na temporada, no GP da Hungria, quando Max Verstappen cruzou a linha de chegada em nono, mais de setenta segundos atrás de Lando Norris.
“Vamos colocar assim: melhor do que na Hungria. Mas isso não era tão difícil. Ainda não encontramos totalmente o equilíbrio certo. Quanto mais duro o pneu, mais fácil é para nós, e vimos isso também nas simulações de corrida”, afirmou.
O austríaco acredita que a disputa em Zandvoort deve ser mais equilibrada: “A Aston Martin está surpreendentemente forte, e a Mercedes está mais ou menos no mesmo nível. A Ferrari parece ter mais problemas. Pode ser uma batalha entre Aston Martin, Mercedes e nós”, finalizou Marko.
