O início complicado da Red Bull Racing na temporada 2026 da Fórmula 1, tem limitado consideravelmente o desempenho de Max Verstappen, segundo Helmut Marko. O ex-consultor da equipe afirmou que o holandês só vai conseguir fazer a diferença quando tiver um carro em que confie plenamente.
A equipe enfrenta dificuldades com o novo regulamento de unidades de potência, já que passou a produzir todos os componentes internamente pela primeira vez, através da Red Bull Powertrains-Ford. O início da temporada foi marcado por problemas técnicos e desempenho abaixo do esperado, afetando diretamente os resultados.
O principal destaque até agora foi a classificação de Isack Hadjar em terceiro lugar no grid de largada do GP da Austrália. Enquanto isso, a equipe sofreu contratempos importantes, incluindo um problema no carro que levou Verstappen a bater durante a sessão de classificação em Melbourne, além do abandono de Hadjar na corrida devido a uma falha no motor.
Na etapa seguinte na China, os problemas continuaram quando Verstappen abandonou a corrida por uma falha no sistema de resfriamento do ERS. No GP do Japão, mesmo com um pacote inicial de atualizações, os dois pilotos enfrentaram dificuldades de desempenho, frustrando as expectativas da equipe.
Marko afirmou que as atualizações introduzidas não tiveram o efeito esperado: “O positivo é que o início em Melbourne foi bastante bom, com o terceiro lugar de Isack Hadjar na sessão de classificação. Mas as atualizações, especialmente as no Japão, levaram o carro na direção errada. Ficou pior”, disse ele à APA.

Apesar do começo complicado, o ex-dirigente acredita que a situação pode melhorar com a chegada das corridas europeias: “Ao longo da temporada europeia, pode-se assumir que a Red Bull voltará a competir na frente”, afirmou Marko, demonstrando confiança em uma recuperação.
Historicamente, Verstappen já conseguiu bons resultados mesmo com carros menos competitivos, como ocorreu na primeira metade da temporada passada. No entanto, segundo Marko, isso não tem sido possível em 2026 devido à falta de confiança do piloto no RB22: “O fator Max só existe quando ele tem um carro em que confia. Esse não é o caso no momento”, completou.
