Uma possível saída de Max Verstappen da Fórmula 1 segue gerando debates no paddock da categoria, e Helmut Marko admitiu que a categoria sofreria uma grande perda sem o tetracampeão. Ainda assim, o ex-consultor da Red Bull Racing acredita que a F1 seria capaz de encontrar uma nova estrela caso o holandês decida deixar o grid nos próximos anos.
As dúvidas sobre o futuro de Verstappen aumentaram desde o início da temporada 2026. Além das dificuldades enfrentadas pela Red Bull com o RB22, mudanças importantes na equipe e a insatisfação do piloto com o novo regulamento técnico, alimentaram especulações sobre uma possível saída da categoria.
Entre os fatores citados estão a saída do engenheiro Gianpiero Lambiase para a McLaren a partir de 2028, e as críticas constantes do piloto holandês ao formato atual das unidades de potência. Verstappen chegou a comparar as novas regras ao jogo de videogame ‘Mario Kart’, e após o GP do Japão, questionou se competir sob esse regulamento realmente ‘vale a pena’.
Apesar de alterações promovidas pela FIA e a categoria antes do GP de Miami e das mudanças já prevista para 2027, quando a divisão de potência entre combustão e energia elétrica passará de 50:50 para 60:40 em favor do motor a combustão, o holandês segue descontente: “Você ainda precisa ir mais devagar em alguns lugares para ser mais rápido. Não é assim que eu gostaria de ver. Ainda está te punindo”, afirmou Verstappen.

Marko apoiou as críticas do piloto e demonstrou preocupação com o rumo da categoria. Em entrevista ao Sport.de, o austríaco afirmou que o problema vai além das preferências pessoais do tetracampeão: “A saída de Max certamente seria uma grande perda, mas é assim no esporte. Quando alguém sai, outro aparece e se torna a estrela. Mas não se trata apenas de Max gostar ou não. Trata-se das corridas”, afirmou.
O ex-dirigente acredita que o atual regulamento dificulta a existência de ‘corridas puras’ na Fórmula 1. Segundo Marko, a necessidade constante de gerenciamento de energia tem provocado reclamações dos pilotos tanto nas sessões de classificação quanto nas corridas e até em situações ligadas à segurança.
Ele também avaliou de forma crítica as mudanças introduzidas para a corrida em Miami: “O que foi iniciado a curto prazo está longe de ser suficiente para colocar a categoria novamente no caminho certo. Até que ponto conseguiremos voltar às corridas puras, eu não sei”, finalizou o austríaco de 82 anos.
