Helmut Marko, ex-consultor da Red Bull Racing, fez uma comparação surpreendente entre os campeões de Fórmula 1 Max Verstappen e o falecido Jochen Rindt. Ambos sempre foram conhecidos por sua velocidade e disposição para levar os limites ao extremo, mas Marko destacou as diferenças de estilo entre os dois.
Em entrevista ao F1-Insider, Marko afirmou que, visualmente, os dois pilotos são bastante distintos: “Max é mais como o elegante e jovem ‘genro favorito’, enquanto Rindt estava sempre com um cigarro na boca”, disse ele. Rindt, que correu na F1 de 1964 até 1970, conquistou o título em sua última temporada, se tornando o único campeão póstumo na história da categoria, depois de perder a vida nos treinos livres para o GP da Itália de 1970 em Monza, quando bateu muito forte com sua Lotus na curva Parabólica. Naquele momento Rindt tinha uma ampla vantagem de pontos e não foi alcançado por nenhum outro piloto no final da temporada.
Marko relembrou a primeira conversa que teve com Verstappen, quando o agora tetracampeão tinha apenas quinze anos: “A primeira conversa com Max foi muito além do tempo habitual. Ele tinha o corpo de um garoto de quinze anos, mas a mente de um adulto de vinte e cinco. Ele sabia exatamente o que queria e você poderia perceber imediatamente que ele faria de tudo para alcançar seus objetivos”.

Sobre Rindt, Marko afirmou que o piloto austríaco era mais um aventureiro, que se entregava totalmente às corridas, mas sem a análise que Verstappen possui: “Naquela época, não havia simuladores, nem sensores. O ‘feeling’ do piloto era decisivo”, disse ele.
Marko também comentou sobre as habilidades de Verstappen, destacando sua capacidade de vencer corridas mesmo com um carro que não fosse o mais competitivo: “Max mostra que é possível vencer com um carro que não é absolutamente top de linha, devido ao seu incrível controle do carro e ao quanto ele aprendeu”, acrescentou.
Por fim, Marko sugeriu que Verstappen se sairia melhor nos anos 70 do que Rindt hoje: “Jochen certamente não passaria horas fazendo análises como Max faz atualmente”, concluiu o ex-consultor.
