F1: Magnussen diz que Perez forçou na batida em Mônaco

Kevin Magnussen segue firme em sua posição de que Sergio Perez foi o culpado pelo acidente na primeira volta do GP de Mônaco de Fórmula 1.

Os pilotos se chocaram na saída da primeira curva, causando danos terminais em seus carros, além de também no carro do companheiro de equipe de Magnussen na Haas, Nico Hulkenberg, com os três tendo que abandonar a prova.

Magnussen foi criticado por fãs e comentaristas pela maneira como posicionou seu carro antes da batida. No entanto, o dinamarquês afirma que o piloto da Red Bull o forçou contra a barreira de proteção.

“Analisei o incidente diversas vezes”, disse Magnussen. “É natural que a sua visão possa mudar um pouco ao ver de fora. Mas nesse caso, não mudou muito. O acidente, na minha opinião, não era o que eu queria que acontecesse. É algo custoso para a equipe e desnecessário. A questão é que ele me viu e eu sabia que ele me viu. Se você não tem certeza se o outro piloto te viu, então o risco é maior. Se eu não tivesse certeza de que ele tinha me visto, provavelmente teria recuado. Mas estava bem claro para mim que ele tinha me visto. Então eu pensei: ‘Ele vai deixar espaço para um carro’. Confiei que ele faria isso, o que, pensando bem, não deveria ter feito. Mas isso não muda o fato de que ele não deixou espaço.”

Magnussen escapou de uma punição dos comissários pelo incidente, que provavelmente seria uma suspensão por conta de seu alto número de pontos de penalidade na superlicença na atual temporada.

O piloto dinamarquês alega que Perez estava tentando intimidá-lo para que ele saísse da linha, em vez de ceder espaço para os dois carros. “Talvez com a minha experiência, eu deveria ter imaginado que ele não deixaria espaço. Alguns pilotos nem sempre deixam espaço para um carro, e há sempre o risco de que não o façam. Não vejo Checo como um piloto sujo, mas estou surpreso que ele não me deu espaço.”

“Claramente ele estava apenas me pressionando para a barreira para me intimidar e me fazer recuar. Mas essa certamente não é a maneira como devemos correr. Ele não pode argumentar que não me viu. Não há como negar que ele me viu. Então sim, essa é a razão pela qual eu segui em frente, porque confiei que ele me deixaria espaço já que ele tinha me visto”, completou Magnussen.