F1: Lindblad brilha e problema atrapalha Lawson no Japão

A Fórmula 1 viu a Racing Bulls viver sentimentos opostos na classificação para o GP do Japão 2026, com Arvid Lindblad garantindo um lugar no top 10 enquanto Liam Lawson ficou fora do Q3 após um problema técnico. O desempenho reforça o potencial do carro em Suzuka, mas também evidencia como pequenos contratempos podem custar caro.

Mesmo com um carro competitivo ao longo do fim de semana, a equipe não conseguiu maximizar o resultado com os dois pilotos. Ainda assim, há confiança de que o ritmo apresentado pode render pontos na corrida.

O diretor técnico Tim Goss destacou o trabalho feito ao longo dos treinos livres para encontrar o melhor equilíbrio do carro. “Buscamos o melhor compromisso entre o setor de alta velocidade, a curva 11 e a chicane final. Chegamos confiantes na classificação”, afirmou.

Segundo ele, o desempenho poderia ter sido ainda melhor sem os problemas enfrentados. “Liam sofreu danos na asa dianteira no Q2, o que comprometeu bastante o carro e prejudicou sua segunda tentativa. Havia mais ritmo disponível”, explicou.

Do outro lado da garagem, Lindblad foi o grande destaque ao avançar ao Q3 mesmo com pouca rodagem no fim de semana. “Suzuka era uma pista nova para ele e ainda perdeu tempo de pista no TL2, mas fez uma classificação excelente”, elogiou Goss.

O jovem piloto comemorou o resultado e destacou a evolução ao longo do sábado. “Fizemos um trabalho brilhante. Não esperávamos colocar o carro tão no limite depois do tempo que perdemos, então estou muito orgulhoso”, disse.

Lindblad também chamou atenção para a importância da volta decisiva no Q2. “Consegui extrair tudo na última tentativa e isso foi fundamental para chegar ao Q3”, acrescentou.

Apesar do bom desempenho, ele reconhece que a corrida traz incertezas. “Não fizemos simulações longas, então é difícil prever. Em Suzuka, ultrapassar não é fácil, então será importante largar bem e executar tudo perfeitamente”, afirmou.

Liam Lawson (NZL) Racing Bulls Formula One Team VCARB 03.
Foto: XPB Images

Já Lawson lamentou a oportunidade perdida, especialmente após um fim de semana promissor. “Tivemos um carro forte, então é frustrante ficar fora no Q2”, comentou.

O neozelandês explicou que o problema na asa dianteira foi determinante. “Isso comprometeu bastante nossa classificação. Depois da troca, o carro ficou diferente do que eu tinha sentido antes”, disse.

Ele acredita que poderia ter avançado mais sem o incidente. “Acho que tínhamos potencial para ir ao Q3, mas não conseguimos mostrar isso”, avaliou.

Para a corrida, a equipe mantém o objetivo claro de avançar no grid. “Aqui é difícil ultrapassar, e o gerenciamento de energia será importante, mas vamos tentar recuperar posições”, concluiu Lawson.

Goss reforçou a expectativa para o domingo. “O carro está funcionando bem e queremos colocar os dois carros na zona de pontos”, finalizou.