Charles Leclerc fez uma homenagem emocionante a Jules Bianchi, ao relembrar a influência do francês em sua carreira na Fórmula 1. O piloto da Ferrari afirmou que os momentos vividos ao lado do ex-piloto da Marussia são ‘as melhores memórias’ que possui no automobilismo.
Bianchi sofreu um gravíssimo acidente durante o GP do Japão de 2014, em Suzuka, em uma das tragédias mais marcantes da história recente da Fórmula 1. Ele teve um grave traumatismo craniano e ficou em coma por alguns meses antes de falecer. A perda teve impacto ainda maior para Leclerc, já que o francês era seu padrinho e esteve presente em boa parte de sua formação no automobilismo.
Apesar da dor, o piloto da Ferrari afirmou que nunca considerou abandonar o automobilismo após o ocorrido: “Foi incrivelmente difícil, mas a ideia de não continuar nunca passou pela minha mente, porque isso é o que me traz à vida, o que realmente acende minha paixão”, disse Leclerc ao podcast The BSMT by Gianluca Gazzoli.
O monegasco explicou que não compreendeu imediatamente a gravidade do acidente: “Eu estava em uma corrida (nas categorias de base) quando aconteceu. Não entendi tudo o que tinha acontecido. Até meu pai tentou não me contar toda a verdade, porque eu estava prestes a entrar no carro para a minha corrida”, afirmou.

Segundo Leclerc, a dimensão do ocorrido só foi compreendida algum tempo depois: “Depois, ele me explicou tudo, e isso foi um choque enorme”, disse o piloto da Ferrari.
Bianchi foi o primeiro piloto contratado pela Ferrari Driver Academy, em 2009, e era apontado como um forte candidato a chegar à equipe italiana antes de seu falecimento. Anos depois, Leclerc seguiu esse caminho e já conquistou oito vitórias pela Ferrari, incluindo o triunfo no GP de Mônaco de 2024, que foi dedicado ao francês.
Ao recordar a convivência com Bianchi, Leclerc destacou o papel fundamental do amigo em sua formação: “Eu tinha dezessete anos. Ele era meu padrinho esportivo. Sempre esteve lá desde o começo. Tenho vídeos nossos em casa, onde ele levava um Kart menor para correr comigo, mesmo sendo seis, sete ou oito anos mais velho”, contou.
O piloto monegasco também lembrou da rotina de treinos ao lado do francês: “Toda quarta-feira depois das corridas, íamos correr juntos, e foi um período em que aprendi muito, porque estava competindo com pessoas mais velhas, especialmente com Jules, que era um piloto absolutamente extraordinário”, acrescentou.
Leclerc encerrou destacando a importância desses momentos em sua trajetória: “Todos esses momentos foram incrivelmente especiais, e era isso que me fazia feliz. Portanto, nunca houve dúvida sobre continuar”, completou.
