F1: Leclerc diz que perda do pai o fez amadurecer mais rápido

Charles Leclerc revelou, em entrevista recente, o profundo impacto que a morte de seu pai, Hervé, causou em sua vida. O piloto da Ferrari perdeu o pai em 2017, quando tinha apenas 17 anos e corria na Fórmula 2.

Hervé Leclerc faleceu após uma longa batalha contra uma doença, apenas quatro dias antes da vitória de Charles na corrida principal da etapa de Baku na Fórmula 2. Curiosamente, dois dias antes da morte do pai, Leclerc mentiu para ele, ao dizer que havia assinado um contrato com a Sauber para a temporada 2018 da Fórmula 1. Na realidade, a assinatura só aconteceu um mês depois.

Após a emocionante vitória no GP de Mônaco deste ano, Leclerc dedicou o triunfo ao pai, que fez grandes sacrifícios para apoiar a carreira do filho. Em episódio recente do podcast ‘On Purpose with Jay Shetty’, gravado no final de 2023, Leclerc falou sobre a perda precoce do pai.

“Isso definitivamente me fez crescer mais rápido”, disse Leclerc. “Perdi meu pai em 2017, então eu era obviamente muito jovem. Nessa fase da carreira ou da vida, você precisa de alguém que te ajude a crescer como homem, e também como piloto, porque ele era basicamente o meu melhor mentor. Ele também foi piloto. Ele me ajudava com toda a experiência que adquiriu ao longo dos anos no automobilismo.”

Leclerc continuou: “Perdê-lo naquela idade me tornou um adulto muito mais rápido. Porque você começa a cuidar das próprias coisas bem antes do normal. Antes disso, eu era apenas uma criança. Ele me levava para as corridas, e eu só precisava fazer o que mais amo, que é pilotar. Ele cuidava de voos, organização, planejamento, tudo perfeitamente. Ele se sacrificou muito para que eu chegasse aqui.”

O falecimento de Hervé Leclerc coincidiu com uma fase delicada na vida de Charles, quando adolescentes tipicamente enfrentam conflitos com os pais. Mas com a mãe e o irmão mais novo para cuidar, o piloto da Ferrari precisou amadurecer rapidamente.

“Apesar da dor, perder o pai nos aproximou muito como família. Foi um momento difícil porque eu estava naquela fase, entre 14 e 19 anos, em que você costuma ter alguns desentendimentos com os pais. Acho que a tragédia nos uniu muito mais do que antes”, completou o piloto monegasco.