Charles Leclerc afirmou que o classificatório da Fórmula 1 ainda precisa de ajustes após a introdução do novo regulamento técnico em 2026. Apesar de reconhecer avanços nas corridas, o piloto da Ferrari acredita que o formato atual perdeu parte de sua essência, não acompanhando a agilidade apresentada nas corridas.
“O dia de hoje mostrou carros menores, mais leves e também um pouco mais ágeis, facilitando as ultrapassagens por fora. Não são aqueles carros com altíssima carga aerodinâmica que tínhamos no passado”, disse após o GP da China. Em seguida, completou: “No entanto, há algumas coisas que, claro, precisamos analisar para tornar as coisas um pouco mais ‘Fórmula 1’ no classificatório, porque sinto que ainda falta algo, mas sei que, se trabalharmos nisso, espero que encontremos uma solução.”

O monegasco também comentou o impacto do gerenciamento de energia, especialmente o chamado “super clipping”, que pode comprometer voltas rápidas. Ainda assim, minimizou críticas sobre ultrapassagens artificiais: “Eu gosto, e não parece tão artificial de dentro do carro”, afirmou. “Claro, há aquelas ultrapassagens que são artificiais quando alguém comete um erro com a bateria e a drena completamente, e aí surge uma diferença de velocidade enorme.”
Segundo Leclerc, as equipes estão evoluindo nesse aspecto: “Mas sinto que estamos todos convergindo um pouco para saber onde não devemos ir e onde podemos tentar correr o risco, e isso cria pontos de ultrapassagem muito interessantes.”
A próxima etapa, o GP do Japão, com características mais técnicas, deve representar um novo desafio para o gerenciamento de energia e pode evidenciar ainda mais os impactos das mudanças no classificatório.
