Piloto da Racing Bulls diz que carros estão “mais sensíveis” e menos previsíveis na nova era
Liam Lawson afirmou que o gerenciamento de bateria será o principal desafio para os pilotos na temporada 2026 da Fórmula 1. O neozelandês inicia neste fim de semana, no Grande Prêmio da Austrália, seu segundo campeonato completo na categoria com a Racing Bulls, após um 2025 marcado por adaptação e uma breve passagem pela Red Bull.
A nova era da Fórmula 1 traz uma divisão de 50% entre combustão e energia elétrica, além do uso de combustíveis 100% sustentáveis. Durante os testes de pré-temporada no Bahrein, diversos pilotos demonstraram preocupação com a forma como a bateria precisará ser gerenciada tanto em volta rápida quanto em ritmo de corrida.
Para Lawson, esse é o ponto mais sensível do novo regulamento. “O gerenciamento de bateria é definitivamente o aspecto mais desafiador de entender”, afirmou. “É muito diferente do ano passado, muito mais sensível, especialmente quando se trata de preparar a bateria para uma volta de classificação e gerenciar ao longo de um stint mais longo.”
O piloto também destacou a redução de carga aerodinâmica como fator adicional de dificuldade. “Os carros têm significativamente menos aerodinâmica, o que os torna mais difíceis de pilotar e menos tolerantes a erros”, completou.

Embora as equipes tenham começado a se preparar ainda em 2025 para as novas regras, Lawson admitiu que a adaptação prática é mais complexa do que o trabalho teórico indicava. “Tínhamos conhecimento das mudanças desde o início do ano passado e começamos a nos preparar imediatamente. Então, quando pilotei o carro pela primeira vez, já tinha uma boa ideia do que esperar e das principais diferenças entre os carros de 2025 e 2026. Algumas coisas não foram surpresa, mas quando você entra no carro, ainda está aprendendo como extrair o máximo.”
Com a nova combinação de gestão energética, aerodinâmica ativa e diferentes opções estratégicas disponíveis ao longo da volta, Lawson acredita que será difícil prever o cenário competitivo nas primeiras corridas. “Ainda é difícil dizer onde estamos, porque não temos uma imagem clara do nosso ritmo real”, avaliou. “Claro que o objetivo é pontuar, mas, pessoalmente, meu foco é extrair o máximo de mim e entregar a melhor performance possível sempre que estiver no carro.”
A temporada começa na Austrália, mas, para os pilotos, o maior adversário nas primeiras etapas pode ser justamente o entendimento fino de um carro que exige precisão energética e confiança absoluta em alta velocidade.
