F1: Largadas nos GPs podem ser mais complicadas em 2026

A temporada de 2026 da Fórmula 1 traz uma série de mudanças nas regulamentações, e uma das áreas mais impactadas, pode ser a largada das corridas. Com os carros mais leves e com menos downforce, a maior modificação acontece nos motores, especialmente com o novo equilíbrio de energia elétrica e combustível. Essas alterações, embora ainda sendo assimiladas pelos pilotos, podem resultar em largadas mais complicadas e até caóticas nos primeiros GPs.

Uma das principais dificuldades está na remoção do MGU-H, que antes ajudava a converter os gases de escape em energia elétrica, proporcionando aceleração instantânea. Agora, os pilotos precisam girar os motores mais alto e por mais tempo, uma estratégia que exige um controle muito maior, mas que pode levar a largadas menos perfeitas.

Gabriel Bortoleto, da Audi, comentou sobre a complexidade da nova situação após um treino de largada no Bahrein: “Nossa, é complicado”, disse o jovem piloto da Audi, Gabriel Bortoleto, após realizar um treino de largada no Bahrein. “Aquele negócio dos dez segundos, e depois de cinco segundos eu já perdi a contagem, aí o motor acelera, as marchas engatam e desengatam, e você precisa soltar a embreagem. É uma bagunça. Era muito mais fácil no ano passado”, afirmou o piloto brasileiro.

Valtteri Bottas, da Cadillac, também destacou que com o tempo, a situação deve se tornar mais consistente, mas com o início da temporada em Melbourne, onde ele deve cumprir uma penalidade de cinco posições no grid (resquício de seu último GP com a Mercedes em 2024), a dificuldade pode ser ainda maior. Bottas questionou a viabilidade de conseguir a rotação ideal do turbo, já que, com o novo regulamento, leva mais tempo para atingir a aceleração ideal: “Agora, leva uns dez segundos. Então, isso é algo que temos que resolver”, disse ele.

F1 2025, GP dos Estados Unidos, EUA, Circuito das Américas, COTA
Foto: XPB Images

Outro fator que pode complicar as largadas é o uso do MGU-K, que converte energia cinética em elétrica, mas que não pode ser ativada para preparar o turbo antes da largada, limitando a capacidade de adaptação dos pilotos. Mesmo que o piloto tenha uma largada ruim, ele hesitará em usar o MGU-K para não comprometer a energia restante para o resto da volta.

Lando Norris, o atual campeão da categoria, também expressou suas preocupações sobre a situação, destacando que o uso da bateria para melhorar a largada pode resultar em um desgaste precoce de energia, impactando negativamente o desempenho nas voltas seguintes: “Usar a bateria para ajudar em qualquer situação, está apenas tirando a energia para o resto da volta”, afirmou Norris, que já prevê complicações no início da temporada.

Com as novas regras e a adaptação dos pilotos, é provável que as primeiras largadas da temporada de 2026 sejam mais caóticas, com os pilotos ainda aprendendo a lidar com as mudanças.



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