O Tribunal de Justiça de Paris emitiu uma decisão importante sobre a ação legal iniciada pela pilota suíça e ex-candidata à presidência da FIA, Laura Villars, contra o processo eleitoral da entidade. O tribunal determinou que a questão deve ser analisada pelos juízes responsáveis, que são os únicos autorizados a avaliar a legalidade do processo eleitoral. Esse julgamento foi adiado para o dia 16 de fevereiro de 2026, o que também implica no adiamento da avaliação do caso.
Enquanto o caso segue para a análise do mérito, a eleição para a presidência da FIA, marcada para o dia 12 de dezembro de 2025, em Tashkent, no Uzbequistão, acontecerá conforme o previsto.
Villars havia anunciado sua candidatura este ano, mas foi forçada a se retirar do processo eleitoral antes da votação de dezembro, devido a uma peculiaridade nas regras que exige que cada candidato apresente uma lista com apoio de vice-presidentes e membros do Conselho Mundial de Esportes Motorizados (WMSC), a partir das regiões globais da FIA. No caso da região sul-americana, apenas a brasileira Fabiana Ecclestone (esposa do ex-proprietário da Fórmula 1, Bernie Ecclestone) tem o poder de voto, e declarou de forma antecipada seu apoio e intenção de continuar a atuar sob a liderança de Mohammed Ben Sulayem, atual presidente da FIA. Isso impossibilitou a apresentação de outras candidaturas, o que efetivamente garantiu a reeleição de Ben Sulayem, sem oposição, para um segundo mandato de quatro anos.

Em resposta à decisão do tribunal, o advogado de Villars, Robin Binsard, comentou: “O juiz de pedidos urgentes decidiu que essa disputa deve ser ouvida no mérito, e assim continuaremos a litigação contra a FIA diante dos juízes responsáveis. A primeira audiência está marcada para 16 de fevereiro de 2026”, completou.
Além de Villars, o agora também ex-candidato ao cargo de presidente da FIA, o ex-comissário da organização, Tim Mayer, foi obrigado a retirar sua candidatura, justamente devido à mesma situação.
