A saída de Gianpiero Lambiase da Red Bull Racinga anunciada na quinta-feira (09), levantou dúvidas sobre o futuro de Max Verstappen na Fórmula 1, e seu pai, Jos Verstappen comentou o tema pela primeira vez. O ex-piloto também abordou a antiga declaração do filho, que em 2021 afirmou que poderia deixar a categoria caso o engenheiro deixasse a equipe.
O anúncio da transferência de Lambiase para a McLaren, previsto para acontecer após o término de seu contrato com a Red Bull no final de 2027, rapidamente gerou especulações sobre o impacto na carreira de Verstappen. A forte parceria entre piloto e engenheiro foi peça fundamental nos quatro títulos do holandês.
Segundo Jos, a mudança já era conhecida internamente: “Sabemos há algum tempo, e também sabíamos quando aconteceria”, disse ao RaceXpress. “Ainda temos um ano e meio, dois anos para trabalhar com ele. É uma grande oportunidade para ele e entendemos isso. Também dissemos que Gianpiero deveria fazer isso e aproveitar com as duas mãos. O resto depende da Red Bull para substituí-lo. Vamos ver”.
Após conquistar seu primeiro título na Fórmula 1, Max Verstappen chegou a afirmar que poderia deixar a categoria caso Lambiase saísse. Agora, Jos acredita que o cenário é diferente: “Acho que as coisas mudaram. Especialmente depois de quatro títulos, eles conquistaram muito juntos. O resto depende do Max, mas acho que ele simplesmente vai continuar”, afirmou.

Mesmo assim, o futuro do tetracampeão segue em aberto, especialmente por conta das regras atuais da Fórmula 1. Jos destacou que o filho tem refletido sobre a continuidade na categoria e que o prazer de pilotar já não é o mesmo: “É louco que GT3 seja mais agradável de correr do que a Fórmula 1. Antigamente era o contrário. Todos os pilotos de GT3 estavam desesperados para sentir como era a Fórmula 1, mas hoje isso é difícil de encontrar”.
O ex-piloto também demonstrou descontentamento pessoal com o rumo da categoria: “Como piloto, também gosto menos. Às vezes estou assistindo e desligo a TV porque me interessa menos. Não é a Fórmula 1 que a Fórmula 1 representa”, acrescentou.
Para Jos, a categoria se tornou mais uma disputa técnica do que de habilidade: “Agora vejo mais como uma competição de engenharia, onde o piloto tem que aliviar muito e não pode mais fazer a diferença. Acho isso uma pena na Fórmula 1”, concluiu, citando que limitações, especialmente relacionadas ao gerenciamento de energia, dificultam a atuação dos pilotos nas pistas.
