Apesar do início complicado da Aston Martin na nova era da Fórmula 1, Lance Stroll segue confiante no potencial da equipe comandada pelo seu pai, Lawrence Stroll.
O time britânico enfrenta dificuldades técnicas, principalmente com o motor da Honda, o que limita a compreensão do desempenho do chassi e prejudica o desenvolvimento. Além disso, o time soma o menor número de voltas completadas na temporada até agora, afetado por fortes vibrações que impactam diretamente os pilotos.
Durante o GP da China, houve um pequeno avanço, com os dois carros participando da classificação pela primeira vez no ano, embora nenhum tenha terminado a corrida. Fernando Alonso abandonou após sofrer dores nos nervos com as vibrações. O espanhol chegou a tirar as mãos do volante nas retas para aliviar o impacto.

Mesmo assim, Stroll destacou a confiança na estrutura da equipe: “Não é um ótimo momento para a equipe”, admitiu Stroll. “Todo mundo está frustrado com a situação em que nos encontramos. Não é por isso que queremos competir, para estar lutando por essas posições. Mas há muito potencial, disso não tenho dúvida.
“Temos uma ótima estrutura, pessoas muito talentosas na equipe, o Adrian [Newey], que se juntou a nós, a Honda venceu quatro dos últimos cinco campeonatos. No momento, não é o ideal, mas continuamos seguindo em frente, e tenho muita fé em toda a equipe e em toda a operação.”
“No sábado, fiz minhas primeiras voltas de classificação propriamente ditas no carro, porque não andei muito no Bahrein, não andei em Barcelona e não andei na Austrália, então sábado foi a primeira vez que classifiquei o carro de verdade. Na corrida, conseguir largar e dar algumas voltas é apenas mais quilometragem para mim, então estou aprendendo mais sobre o carro. Como equipe, estamos coletando mais dados e aprendendo mais e mais a cada volta.”
Fora das pistas, rumores indicam que a Aston Martin estaria avaliando mudanças internas, com Jonathan Wheatley, atual chefe da Audi, assumindo a mesma posição na equipe britânica, atualmente ocupada por Adrian Newey. Porém, tanto a Aston Martin quanto os envolvidos classificam a informação como “especulação”.
