F1: Horner fica livre para negociar com equipes da categoria

Christian Horner está oficialmente livre para retornar à Fórmula 1 após dez meses afastado da categoria. O ex-chefe da Red Bull Racing agora pode negociar com qualquer equipe do grid depois do encerramento da cláusula contratual que o impedia de trabalhar outras equipes da categoria.

Essa situação reacende especulações sobre o futuro do dirigente britânico, demitido pela Red Bull poucos dias após o GP da Inglaterra no ano passado. Desde então, o nome de Horner tem sido ligado a diferentes projetos dentro do automobilismo, incluindo equipes da própria F1.

A saída do dirigente marcou o fim de uma era na Red Bull. Horner comandou a equipe desde sua estreia na categoria em 2005 e liderou um dos períodos mais vitoriosos da história recente da Fórmula 1, conquistando seis títulos de construtores e oito campeonatos de pilotos.

Os títulos vieram em dois ciclos distintos. O primeiro aconteceu entre 2010 e 2013 com Sebastian Vettel, enquanto o segundo foi liderado por Max Verstappen entre 2021 e 2024. Porém, a situação da Red Bull começou a mudar no ano passado, quando a equipe ocupava apenas a quarta posição no campeonato de construtores após doze etapas, já 288 pontos atrás da McLaren.

Além da queda de desempenho, o ambiente interno também ficou mais instável. Adrian Newey deixou a equipe para se juntar à Aston Martin, Jonathan Wheatley acertou sua ida para a Audi como chefe de equipe, enquanto Max Verstappen teria considerado acionar cláusulas de saída. Acusações de comportamento inadequado envolvendo uma funcionária também aumentaram a pressão sobre Horner, embora ele tenha sido inocentado.

A Red Bull confirmou a demissão do dirigente em 09 de julho, promovendo Laurent Mekies, então chefe da Racing Bulls, para assumir o comando da equipe principal. Desde então, diferentes rumores colocaram Horner em negociações com possíveis novos projetos.

F1 2024, Fórmula 1, GP do Catar, Lusail
Foto: XPB Images

Nos últimos meses, o britânico foi associado à Alpine, inclusive em conversas relacionadas à compra da participação de 24% da Otro Capital, avaliada em pelo menos 600 milhões de dólares. A Mercedes também demonstrou interesse na mesma fatia, e uma definição deve ocorrer até a metade deste ano. Aston Martin, Ferrari e até mesmo um possível cargo de CEO da MotoGP também apareceram entre as especulações.

Horner já deixou claro que deseja retornar à categoria: “Tenho assuntos inacabados na Fórmula 1”, afirmou o dirigente de 52 anos. “Eu só voltaria pela oportunidade certa, para trabalhar com grandes pessoas e em um ambiente onde as pessoas queiram vencer”.

O ex-chefe da Red Bull também recebeu apoio público para voltar ao paddock. Zak Brown, CEO da McLaren, afirmou recentemente: “O histórico dele fala por si só. Eu ficaria chocado se ele não voltasse ao esporte”, afirmou.

Durante o final de semana do GP de Miami, o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, também comentou o tema: “Se me perguntarem, sentimos falta dele neste esporte, e eu sinto. Nós mantemos contato. Ele foi bom para a equipe e bom para o esporte”, disse ele.

Ben Sulayem ainda reforçou que acredita no retorno do britânico: “Nós o receberíamos de volta, e alguém como ele sempre encontra um caminho. Ele quer voltar. Como eu disse, converso com ele regularmente e sinto que ele retornará. Quando isso acontecer, será como se tivesse tirado férias”, completou.