O presidente da Honda HRC, Koji Watanabe, fez uma comparação emotiva entre o impacto de Max Verstappen na Honda e o legado de Ayrton Senna na Fórmula 1. Para Watanabe, a parceria entre Verstappen e a Honda, não foi apenas um sucesso esportivo, mas também um marco de respeito e colaboração mútua.
Em entrevista ao Formula Passion, Watanabe comentou sobre os sete anos de parceria com Verstappen, durante os quais a Honda e a Red Bull Racing conquistaram quatro campeonatos consecutivos entre 2021 e 2024. Em 2025, a dupla ficou a apenas dois pontos de conquistar o quinto título consecutivo: “Sempre compartilhamos o mesmo objetivo, alcançar o topo. Estou incrivelmente grato por poder trabalhar com um piloto tão excepcional, alguém que tratou nossa equipe com honestidade e respeito”, afirmou Watanabe.
A relação entre Verstappen e a Honda vai além dos títulos conquistados. A atitude e confiança do piloto holandês na capacidade dos engenheiros da Honda, foram fundamentais para o sucesso da parceria: “Max tem sido uma grande motivação para nossa equipe. Ele sempre esteve conosco e sem dúvida, estará para sempre em nossos corações”.

O GP de Abu Dhabi em 2025, marcou o fim da colaboração entre Verstappen e Honda na Red Bull, já que, em 2026, a equipe passará a utilizar unidades de potência próprias, através da Red Bull Powertrains-Ford. A Honda, por sua vez, inicia um novo capítulo com a Aston Martin, com Adrian Newey, ex-Red Bull, como chefe de equipe.
Apesar da despedida, Watanabe destacou o carinho e a popularidade de Verstappen no Japão, comparando-o ao ícone brasileiro Ayrton Senna, que também teve uma forte ligação com a Honda em sua carreira: “Max é extremamente popular no Japão. As pessoas agora o associam à Honda, assim como na época de Senna”, acrescentou.
O sentimento de gratidão pela parceria foi palpável, com Watanabe lembrando do aspecto emocional de Abu Dhabi: “Foi um final emocionante depois de sete anos de trabalho conjunto. Por um lado, estamos ansiosos para nossas novas aventuras, mas por outro, também é um momento triste”, finalizou o presidente da Honda.
