A Honda alertou que sua nova unidade de potência para a Fórmula 1 pode enfrentar problemas em 2026. A montadora japonesa, que está com a Aston Martin, realizou o lançamento do motor na madrugada desta terça-feira (20), em Tóquio, onde os representantes comentaram sobre a nova fase.
Koji Watanabe, presidente da Honda Racing Corporation, admitiu que a equipe pode ficar atrás no início: “É claro que, se vamos competir, estamos comprometidos em vencer”, disse. “No entanto, os regulamentos de 2026 são tecnicamente extremamente desafiadores, e talvez tenhamos dificuldades. Neste estágio, antes de qualquer teste na pista, não sabemos a diferença para nossos rivais, então teremos que esperar e ver assim que os testes começarem. A longo prazo, nosso objetivo é lutar por campeonatos.”

Tetsushi Kakuda, líder do projeto de F1, apontou que o motor de combustão interna ainda é um ponto crítico. “O lado da eletrificação está progredindo conforme o planejado. No entanto, isso não é necessariamente o caso para o motor de combustão interna. Muito depende do tempo de desenvolvimento disponível. Levando isso em consideração, acreditamos que fizemos tudo o que podíamos ao máximo.”
A Honda ainda não foi para a pista com o AMR26, carro da Aston Martin que será revelado ao público no dia 9 de fevereiro.
