F1: Honda rebate críticas e divide culpa por vibrações com Aston Martin

A Honda afirmou que não é a única responsável pelo início difícil da Aston Martin na temporada 2026 da Fórmula 1. Segundo o fabricante japonês, os níveis de vibração da unidade de potência estavam dentro do esperado antes da integração com o chassi do AMR26.

Essa afirmação surge após preocupações significativas com o comportamento do carro, especialmente devido às fortes vibrações da bateria. O problema ganhou ainda mais atenção depois que Adrian Newey alertou, ainda no final de semana do GP da Austrália, que Fernando Alonso e Lance Stroll poderiam correr risco de danos permanentes nos nervos das mãos, caso completassem uma corrida inteira nessas condições.

Durante a coletiva de imprensa realizada na sexta-feira em Suzuka, o presidente da Honda Racing Corporation, Koji Watanabe, destacou que o desenvolvimento para 2026 começou mais tarde em comparação com outras equipes. Mesmo assim, o dirigente fez questão de afirmar que a responsabilidade pelos problemas não pode ser atribuída apenas à unidade de potência.

“Sim, claro, temos experiência suficiente na Fórmula 1 até 2025. Então, como eu disse, o ponto mais difícil é que começamos o desenvolvimento um pouco mais tarde em comparação com os outros”, afirmou Watanabe ao comentar a transição do sucesso com a Red Bull até 2025 para a atual situação com a Aston Martin.

Koji Watanabe (JPN) Honda Racing Corporation - HRC - President in the FIA Press Conference.
Foto: XPB Images

O dirigente também ressaltou que, nos testes iniciais, os níveis de vibração estavam dentro do aceitável. No entanto, o cenário mudou após a integração com o chassi projetado pela equipe baseada em Silverstone: “Nos testes no dinamômetro, a vibração estava em um nível aceitável, mas quando integramos com o chassi, a vibração ficou muito maior do que nos testes”, afirmou o dirigente japonês.

Watanabe reforçou que a solução exige trabalho conjunto entre fabricante e equipe. Segundo ele, o problema não pode ser resolvido apenas pela Honda, já que envolve também a estrutura do carro: “Claro, apenas com a unidade de potência não conseguiremos resolver o problema. Estamos trabalhando muito próximos da Aston Martin para resolver isso, não apenas com a unidade de potência, mas também junto com o chassi”, concluiu.

A Aston Martin tenta encontrar soluções rápidas para reverter o início complicado na atual temporada, enquanto busca extrair o potencial do AMR26 e reduzir as vibrações que têm sido o principal obstáculo nas primeiras etapas de 2026.