Gary Anderson, ex-projetista da Fórmula 1 e conhecido por seu trabalho com a ex-equipe Jordan, analisou o início difícil da Aston Martin na temporada de 2026, destacando os problemas enfrentados pela Honda como fornecedora de motores.
Em uma coluna para o site The Race, Anderson apontou que a Honda precisa de um ‘empurrão’ para superar seus desafios atuais. Segundo ele, a fabricante japonesa tem mostrado uma falta de confiabilidade, como evidenciado por apenas 128 voltas completadas durante os últimos três dias de testes no Bahrein. O desempenho do motor, que parece estar atrás de seus concorrentes, também foi um fator crítico destacado pelo especialista.
Anderson, que trabalhou com a Honda na última fase de sua passagem pela Jordan, argumentou que, até o momento da crise no Bahrein, a Honda acreditava que a evolução estava próxima. Contudo, a situação vivida pela Aston Martin, com limitações nas voltas de testes, demonstrou a urgência em identificar os problemas e tomar ações mais rápidas.
O engenheiro britânico, no entanto, se mostrou otimista sobre a capacidade da Honda. Ele acredita que, quando a fabricante compreender onde precisa intervir, será capaz de dar uma resposta rápida e eficaz, se tornando novamente uma das melhores e mais rápidas no fornecimento de unidades de potência.

“Uma vez que a Honda reaja, não haverá outro fabricante de unidades de potência melhor ou mais rápido em tomar as medidas necessárias. Só precisa desse ‘empurrão’ para começar a funcionar”, afirmou Anderson, destacando que todos em Sakura já devem ter se conscientizado disso.
Por fim, Anderson comparou a situação atual com os problemas que a Honda enfrentou no passado, especialmente nos anos de parceria com a McLaren, em 2015 e 2017. Para ele, a experiência adquirida ao longo do tempo pode ajudar a Honda a se recuperar e retomar sua posição de destaque no grid.
