Max Verstappen voltou a ser pauta importante na Fórmula 1 após uma declaração marcante da Honda. A fabricante japonesa, que encerrou oficialmente sua parceria com a Red Bull no GP de Abu Dhabi de 2025, afirmou que vê o tricampeão mundial em um patamar de idolatria semelhante ao de Ayrton Senna no Japão. A fala ganhou força justamente em um momento de transição histórica, em que a Honda deixa o projeto vencedor da equipe de Milton Keynes e inicia uma nova fase com a Aston Martin em 2026.
A ruptura simboliza o fim de sete anos de união, período em que a Honda forneceu a unidade de potência utilizada pela Red Bull e ajudou a construir uma das eras mais dominantes da F1 moderna, com quatro títulos de pilotos e dois de construtores. A partir de 2026, a estrutura de powertrains da equipe passa a operar com um motor próprio, desenvolvido em parceria com a Ford. Do outro lado, a Honda assume o motor do projeto britânico, que também terá Adrian Newey à frente do desenho do AMR26 e do cargo de chefe de equipe.
O presidente da Honda, Koji Watanabe, comentou sobre a despedida e elogiou o impacto de Verstappen dentro da organização. Segundo ele, a relação com o holandês foi construída com honestidade, respeito e objetivos comuns. “Nós sempre tivemos o mesmo objetivo, alcançar o topo”, afirmou o dirigente. “Sou extremamente grato por ter trabalhado com um piloto tão excepcional, alguém que sempre tratou nossa equipe com honestidade e respeito. Isso foi fundamental para que a nossa colaboração funcionasse tão bem.”
Watanabe também descreveu o fim da parceria como um momento emocional, destacando que o GP de Abu Dhabi encerrou uma era para o grupo japonês. “Foi um fim de semana muito emocional depois de sete anos juntos. Por um lado, estamos animados para iniciar novas aventuras, mas por outro é um momento um pouco triste”, disse.

A admiração dos japoneses por Verstappen ganhou um comparativo histórico e de grande peso: Ayrton Senna. Durante o período em que Honda e McLaren dominaram a Fórmula 1 no fim dos anos 1980 e início dos 1990, Senna conquistou três títulos e se tornou um ícone nacional no Japão. Para Watanabe, o holandês parece repetir essa conexão. “Max é incrivelmente popular no Japão”, afirmou. “As pessoas agora associam ele à Honda, exatamente como acontecia na época de Senna. Ele significou muito para a nossa empresa.”
Além do desempenho, o dirigente apontou que a atitude de Verstappen e o respeito aos engenheiros também ajudaram a fortalecer laços internos e geraram motivação no time. “A atitude e a confiança dele nos nossos engenheiros sempre foram inspiradoras. Max sempre estará em nossos corações”, concluiu.
Com o novo ciclo da Fórmula 1 a partir de 2026, Verstappen segue na Red Bull em um projeto próprio de motor, enquanto a Honda reencontra Adrian Newey em um ambiente diferente. A montadora mira outra fase de glórias com a Aston Martin, iniciando uma disputa direta com o piloto que ajudou a transformar em fenômeno também no Japão.
