A Fórmula 1 entra na contagem regressiva para a abertura da temporada 2026, e o noticiário desta sexta-feira (27/02) trouxe pistas importantes sobre o cenário pós-testes no Bahrein. Entre avaliações cautelosas, decisões técnicas e sinais de alerta, as equipes já ajustam o foco para Melbourne.
O dia também foi marcado por temas que devem acompanhar as primeiras etapas do ano, como a leitura do equilíbrio de forças no pelotão da frente, a estratégia de atualizações para a estreia e a promessa de ajustes no novo sistema de ultrapassagem, que pode variar conforme o tipo de pista. 
Andrea Stella, chefe da McLaren, reforçou a percepção de que a disputa no topo tende a começar com Ferrari e Mercedes em vantagem, com McLaren e Red Bull logo atrás. Ele ponderou que testes trazem incógnitas difíceis de medir, como combustível e, especialmente em 2026, a forma de utilização da energia disponível, mas ainda assim colocou os “suspeitos habituais” como referência na hierarquia inicial. “Dentro desse grupo de líderes, acreditamos que Ferrari e Mercedes estão à frente”, afirmou Stella, destacando que o tamanho real da diferença deve ficar mais claro já na próxima semana, em Melbourne. 
Stella também indicou que, para a McLaren, o desafio de 2026 passa por acelerar o desenvolvimento assim que “as cartas estiverem na mesa”. A equipe está satisfeita com o que viu do carro nos testes, mas reconhece que as rivais diretas, citadas por ele como equipes de fábrica, fizeram um trabalho forte. Na prática, isso aponta para um começo de campeonato com estratégia e pragmatismo, tentando capitalizar oportunidades enquanto a evolução do carro ganha ritmo ao longo das primeiras corridas. 
Na Red Bull, o caminho para o GP da Austrália deve ser mais conservador em termos de mudanças imediatas. A equipe confirmou que não prevê uma grande atualização no RB22 para Melbourne, mantendo como base o pacote usado no teste final da pré-temporada no Bahrein, com apenas pequenas modificações. O plano envolve começar o ano com o conjunto amplamente validado nas sessões de testes, sem uma virada drástica de conceito já na etapa de estreia, mesmo com o entendimento de que a corrida de desenvolvimento será intensa quando o campeonato começar de fato. 

O tema das decisões ao longo do ano também aparece quando se fala em orçamento. A leitura apresentada é de que, com o teto de custos, as equipes precisam fazer escolhas muito cuidadosas, especialmente no início do calendário. A tendência é evitar “queimar” grande parte do orçamento nas primeiras atualizações, preservando margem para reagir ao que for descoberto nas primeiras corridas e para sustentar a evolução ao longo da temporada 2026. 
Outro assunto que chama atenção para 2026 é o novo sistema de ultrapassagem, que pode sofrer ajustes de acordo com as características de cada circuito. A FIA indicou que a aplicação do recurso deve considerar o perfil das pistas, o que abre espaço para decisões diferentes ao longo do calendário, em busca de manter corridas mais competitivas e adequadas a traçados com demandas variadas. 
Por fim, a Aston Martin segue lidando com um ponto incômodo deixado pela pré-temporada: vibrações consideradas anormais, que atrapalharam o trabalho do time. O tema reforça que, além de performance pura, 2026 deve começar exigindo respostas rápidas na parte de acerto e confiabilidade, já que qualquer limitação de quilometragem ou de entendimento do carro pode custar caro quando a Fórmula 1 entrar de vez no ritmo de corrida. 
