F1 hoje: Saída de chefe de equipe agita bastidores e Red Bull segue sob pressão

A Fórmula 1 teve nesta sexta-feira um dia dominado pelos bastidores da Aston Martin, pela saída de Jonathan Wheatley da Audi e por mais um capítulo da crise técnica da Red Bull. No F1Mania.net, o noticiário de 20 de março girou em torno da dança das cadeiras entre equipes de ponta, da reorganização interna da Mercedes e das explicações de Max Verstappen para o início difícil de 2026. 

O principal tema do dia foi a confirmação de que Jonathan Wheatley está deixando a Audi com efeito imediato. Em nota oficial, a equipe alemã informou que a saída acontece por motivos pessoais e confirmou que Mattia Binotto acumulará também a função de chefe de equipe, além de seguir à frente do projeto da marca na categoria. A mudança reforçou ainda mais os rumores de uma possível ida de Wheatley para a Aston Martin. 

A repercussão foi ampliada por outra publicação do F1Mania.net, que apontou a relação difícil entre Wheatley e Binotto como um possível fator por trás da saída. Segundo a reportagem, a convivência entre os dois já era vista como complicada no paddock, e o britânico ainda teria recebido a perspectiva de um novo desafio, com salário maior e chance de se aproximar da região de Silverstone caso acerte com a equipe de Lawrence Stroll. 

Lance Stroll (CDN) Aston Martin F1 Team AMR26.
Foto: XPB Images

A Aston Martin, por sua vez, tratou de esfriar a especulação. Em comunicado assinado por Lawrence Stroll, a equipe reafirmou que Adrian Newey segue em posição central dentro da estrutura e declarou que não adota o modelo tradicional de chefe de equipe. O dirigente destacou que Newey é sócio, acionista importante e peça-chave na liderança técnica e estratégica do projeto. 

Enquanto isso, a Mercedes apareceu no noticiário com uma mudança importante em sua estrutura de comando. A equipe anunciou a promoção de Bradley Lord ao cargo de vice-diretor, com efeito imediato, em uma decisão pensada para apoiar Toto Wolff em meio ao crescimento da complexidade operacional do time e da própria Fórmula 1. Wolff afirmou que a mudança apenas formaliza uma expansão de funções que já vinha acontecendo na prática há algum tempo. 

Na Red Bull, o foco continuou sobre o desempenho abaixo do esperado neste começo de temporada. Verstappen negou que as dificuldades atuais tenham relação com o fato de a equipe ter seguido investindo no carro de 2025 em vez de migrar totalmente para o projeto de 2026. Para o holandês, esse raciocínio não se sustenta, já que a equipe também fez uma transição forte em ciclos anteriores e mesmo assim começou muito competitiva. 

Max Verstappen (NLD) Red Bull Racing RB22.
Foto: XPB Images

O tetracampeão reconheceu, no entanto, que o momento atual é muito menos estável do que o vivido pela Red Bull nos últimos anos. A fala reforça o cenário de pressão que cerca a equipe antes da sequência da temporada, em um campeonato que até aqui tem Mercedes e Ferrari como referências mais consistentes. 

Assim, o resumo do dia no F1Mania.net mostra uma Fórmula 1 mexida tanto fora quanto dentro da pista. A Aston Martin tenta blindar Newey em meio ao avanço dos rumores sobre Wheatley, a Audi reorganiza sua estrutura com Binotto mais forte, a Mercedes ajusta seu organograma e a Red Bull segue procurando respostas para um carro que ainda está longe do padrão dominante que a equipe exibiu em temporadas recentes.