F1 hoje: Red Bull muda de lado nos motores e McLaren reage a 2026

A Fórmula 1 segue quente nos bastidores mesmo sem carros na pista, e o sábado, 7 de fevereiro, teve dois temas que mexem diretamente com o rumo da temporada 2026: a polêmica das novas unidades de potência e a confiança da McLaren para encarar o novo ciclo técnico.

Do lado político, a Red Bull surpreendeu ao mudar o tom na discussão sobre uma possível brecha no regulamento dos motores, enquanto, em Woking, Oscar Piastri e Andrea Stella reforçaram que o projeto da McLaren não pode depender de “vantagens de fábrica”, e sim de evolução contínua para brigar no topo.

A principal reviravolta do dia veio da Red Bull. Segundo relatos citados no paddock, a equipe passou a se alinhar a Audi, Ferrari e Honda no debate sobre como deve ser medida a taxa de compressão prevista para os novos V6 híbridos, que terão divisão de energia 50/50 entre combustão e parte elétrica. A controvérsia ganhou força após a interpretação de que medir a compressão em temperatura ambiente poderia abrir margem para números mais altos quando o motor estivesse em condição mais quente. A mudança de postura chamou atenção porque, nas últimas semanas, a Red Bull vinha defendendo publicamente a legalidade do caminho seguido no próprio projeto. 

Kimi Antonelli (Mercedes) - Testes Barcelona F1 2026
Foto: Divulgação / Mercedes

Ainda no tema motores, o cenário permanece sem desfecho oficial. Há a leitura de que, mesmo com maioria entre fabricantes pressionando por ajustes, qualquer alteração precisa passar por FIA e Formula One Management, e sinais recentes indicam que a entidade tem aceitado a solução adotada pela Mercedes, ao menos até aqui. Toto Wolff, inclusive, voltou a sustentar que o projeto está de acordo com “como os regulamentos foram escritos”, em meio ao clima de ironias e recados nos bastidores. 

Já na McLaren, Oscar Piastri tratou de afastar a ideia de que o time esteja em desvantagem por não ser uma equipe de fábrica. O australiano afirmou que há benefícios em ser fábrica, especialmente com novo ciclo e desenvolvimento do motor, mas destacou a relação próxima com a Mercedes HPP e disse que os problemas iniciais vistos em Barcelona não tiveram ligação com o fato de a McLaren ser cliente. Para ele, qualquer diferença está mais no tempo de integração do projeto às regras do que em um “status” de fornecimento. 

Na mesma linha de realismo, Andrea Stella reforçou que o desafio de 2026 exigirá um ritmo de evolução ainda mais agressivo. A mensagem do chefe da McLaren foi clara: em um grid que começa do zero em muitos aspectos, não basta acompanhar, será preciso desenvolver mais rápido do que os concorrentes para sustentar a briga na frente ao longo do ano.

Com regulamento novo, motores no centro do debate e equipes medindo forças fora da pista, o fim de semana mostrou que 2026 já começou, pelo menos nos bastidores, e a disputa promete ser intensa antes mesmo da primeira largada.



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