A Fórmula 1 já sente os efeitos da crise no Oriente Médio a poucos dias do GP da Austrália, marcado para 8 de março, com impactos diretos na logística e no planejamento das equipes. O noticiário deste sábado também trouxe decisões importantes da FIA, incluindo mudança na regra de compressão dos motores e ajuste no regulamento de Mônaco para 2026. 
O principal assunto do dia foi o alerta ligado a rotas aéreas e deslocamentos rumo a Melbourne, com relatos de voos afetados por fechamentos de espaço aéreo e preocupação crescente com a sequência de viagens da categoria. A situação acendeu o sinal amarelo no paddock e colocou a logística do início da temporada sob atenção. 
A escalada do conflito também repercutiu no ambiente da F1 por envolver regiões que fazem parte do calendário e da estrutura de testes, com o noticiário destacando ataques e o clima de insegurança ao redor de países que recebem a categoria. O tema virou debate justamente por acontecer às vésperas de etapas importantes e por mexer com a operação global do campeonato. 
Outro impacto prático do cenário veio com o cancelamento de um teste de pneus no Bahrein, medida anunciada em meio ao agravamento da crise. A decisão adiciona mais um elemento de incerteza ao período de preparação, especialmente porque as equipes costumam usar esse tipo de atividade para fechar o pacote de acerto e coleta de dados antes das primeiras corridas.

Ainda nessa linha, Fórmula 1 e FIA passaram a monitorar o cenário no Oriente Médio, de olho na segurança e na viabilidade operacional das próximas viagens, incluindo as etapas do Bahrein e da Arábia Saudita. O acompanhamento acontece enquanto a categoria busca manter o cronograma sem perder de vista possíveis mudanças rápidas no contexto geopolítico. 
No lado técnico, a FIA confirmou uma alteração relevante na regra da taxa de compressão, com mudança no procedimento de medição e antecipação do início da aplicação para junho de 2026. A matéria destaca que a decisão tende a impactar especialmente os carros com motores Mercedes, incluindo a própria equipe e times clientes como McLaren, Alpine e Williams. 
Fechando o dia, a FIA também removeu para 2026 a regra que obrigava dois pit stops no GP de Mônaco, implementada em 2025. A mudança devolve a corrida ao formato tradicional, após a avaliação de que a medida não entregou o ganho de emoção esperado, mesmo com a tentativa de forçar mais variação estratégica. 
