A Fórmula 1 abriu oficialmente a pré-temporada 2026 nesta quarta-feira (11/02), com o primeiro dia de testes coletivos no Bahrein, e já deixou o torcedor com aquela sensação de “agora vai”. Entre manhã e tarde, a disputa pelos melhores tempos foi apertada, com mudanças constantes no topo da tabela e sinais importantes sobre confiabilidade, comportamento dos novos carros e o que ainda precisa evoluir antes da estreia do campeonato.
Na sessão da manhã, Max Verstappen foi o mais rápido ao registrar 1min35s433, em um período marcado por vento e trechos com areia no traçado. Oscar Piastri chegou a liderar nas primeiras horas, e o trabalho também chamou atenção pela quilometragem, com nomes como Carlos Sainz acumulando muitas voltas no início do dia. Houve bandeira vermelha por parada de Franco Colapinto na pista, mas, no geral, a primeira metade do programa mostrou um cenário relativamente limpo para a maioria das equipes.
No fechamento do Dia 1, Lando Norris terminou à frente de Verstappen e garantiu a volta mais rápida do dia, confirmando que a McLaren segue como referência nesse início de novo ciclo técnico. A liderança de Norris, depois do holandês ter comandado a manhã, ajudou a dar o tom do que os testes prometem: pequenas margens, muita coleta de dados e uma leitura ainda cautelosa sobre performance real, especialmente com condições mudando bastante ao longo do dia.

Lewis Hamilton também foi um dos protagonistas do noticiário. Além de ir à pista com a Ferrari e reforçar que os carros de 2026 podem ser divertidos de guiar, o heptacampeão voltou a comparar o ritmo atual com o de carros da Fórmula 2, destacando que ainda existe um caminho até as equipes extraírem o potencial completo do pacote. Em outra frente, Hamilton comentou que mudanças de engenheiro podem ser prejudiciais, numa temporada em que adaptação e entrosamento devem pesar ainda mais por causa da complexidade técnica da nova geração.
Pelo lado brasileiro, Gabriel Bortoleto avaliou de forma positiva o progresso da Audi no Bahrein, mas sem esconder que o time ainda precisa evoluir. O foco do trabalho segue sendo aprender o máximo possível com o carro e com o novo cenário técnico, transformando os dias de testes em base de desenvolvimento para chegar mais forte na abertura do campeonato.

Nos bastidores de confiabilidade, a Red Bull Powertrains, em parceria com a Ford, teve o primeiro problema de motor relatado, envolvendo a Racing Bulls. Em um começo de era em que todos querem completar o máximo de voltas, qualquer contratempo vira sinal de alerta, mesmo que seja cedo para conclusões. Ainda assim, a quilometragem e a rotina dos testes costumam mostrar rapidamente quem consegue trabalhar com regularidade e quem ainda busca estabilidade.
Outro tema que movimentou a quarta-feira foi o risco de desclassificação no GP da Austrália para equipes com motor Mercedes, por conta de pontos técnicos e de fiscalização que já entram no radar logo na largada da temporada. Em um cenário de regulamento novo, as margens ficam menores e qualquer detalhe pode virar assunto, dentro e fora da pista.

O Dia 1 deixou claro que 2026 começa com muita história para contar: Norris fechando no topo, Verstappen forte logo cedo, Hamilton trazendo debate sobre adaptação e ritmo, Bortoleto acompanhando a evolução da Audi, e a confiabilidade aparecendo como um dos primeiros “campeonatos” paralelos deste início de ano. A pré-temporada segue no Bahrein, e o F1Mania.net acompanha tudo em tempo real.
