A Fórmula 1 começou esta terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, com um prato cheio de bastidores e apostas para a temporada. Entre novas projeções de força no grid de largada, debates sobre os regulamentos de 2026 e até um carro histórico de Ayrton Senna indo a leilão, o dia mostrou como o clima de pré-temporada segue fervendo.
O noticiário também misturou política interna de equipe, análise técnica e aquelas declarações que viram manchete na hora. Teve Christian Horner falando abertamente sobre sua saída da Red Bull, nomes históricos apontando favoritos ao título e, do outro lado, a organização pedindo calma com o barulho em torno das mudanças da nova era.
No capítulo Red Bull, Horner afirmou que Helmut Marko teve papel determinante nos bastidores da demissão do britânico, com a decisão final atribuída ao CEO da Red Bull GmbH, Oliver Mintzlaff, segundo o próprio ex-chefe da equipe. Em relato que estará na próxima temporada de Drive to Survive, Horner disse sentir “uma verdadeira sensação de perda e mágoa” com a saída repentina após 20 anos e citou mudanças internas depois da morte de Dietrich Mateschitz. Horner ainda negou que Max Verstappen e Jos Verstappen tenham sido responsáveis. 

Na leitura de desempenho, Andrea Stella colocou a McLaren num nível bem próximo da Red Bull, mas apontou Ferrari e Mercedes “um passo à frente” neste momento, mantendo o tom de cautela típico de testes. O dirigente reforçou que simulações de corrida tendem a ser o melhor termômetro, já que voltas rápidas podem mascarar potencial real, e destacou como a temperatura e o horário em pista mudam a comparação. No resumo dele, McLaren e Red Bull estariam muito semelhantes, enquanto Ferrari e Mercedes aparecem ligeiramente à frente. 
Ainda sobre o cenário de 2026, o debate do dia girou bastante em torno de George Russell. Sebastian Vettel apontou o britânico como favorito ao título, e Bernie Ecclestone também colocou Russell no topo das apostas, mas com uma ressalva: para confirmar esse status, ele precisaria mostrar mais “instinto vencedor” quando a disputa apertar. 
No campo das discussões de regulamento, Stefano Domenicali pediu calma diante das críticas aos novos carros e às mudanças previstas para 2026, defendendo uma avaliação mais equilibrada antes de conclusões definitivas. Em paralelo, Lando Norris trouxe de volta a polêmica de 2021 ao afirmar que Lewis Hamilton “deveria” ter conquistado o oitavo título naquela temporada, reacendendo um tema que segue rendendo debate entre fãs e paddock. 

Para fechar o dia com história, uma Lotus de 1986 guiada por Ayrton Senna virou notícia ao entrar no radar de leilão por valor milionário, reforçando como itens ligados ao tricampeão seguem valorizados e raros no mercado. 
