A Fórmula 1 teve nesta quarta-feira um noticiário marcado por dois eixos bem claros no F1Mania.net: de um lado, a Ferrari tentando transformar a boa fase relativa na China em reação mais sólida para Suzuka; do outro, a Aston Martin mergulhada em preocupação com as vibrações do carro e até com sua estrutura de comando. O dia ainda teve repercussão do cancelamento do GP da Arábia Saudita, mesmo após uma tentativa ousada de manter a corrida de pé. 
No caso do Oriente Médio, uma das publicações mais chamativas do dia revelou que a Arábia Saudita tentou evitar o cancelamento de sua etapa oferecendo à Fórmula 1 um sistema especial de defesa antimísseis para o circuito de Jeddah. Ainda assim, a FIA e a categoria mantiveram a decisão de cancelar também o GP do Bahrein, priorizando a segurança diante dos ataques com drones e mísseis na região. Com isso, o campeonato terá uma pausa de um mês entre Suzuka e Miami. 
Esse vazio inesperado no calendário abre uma consequência técnica importante para a Ferrari. Frédéric Vasseur admitiu que a equipe teria levado atualizações já para Bahrein e Jeddah, mas agora esse pacote será adiado para Miami por causa do limite de custos. Na prática, a Scuderia ganha mais tempo para trabalhar no carro antes da próxima grande leva de novidades, algo que o próprio dirigente vê como oportunidade, ainda que válida também para os concorrentes. 
A Ferrari também seguiu em evidência pela gestão interna de seus pilotos. Vasseur elogiou o duelo entre Lewis Hamilton e Charles Leclerc na China e destacou que preferiu não congelar posições, mesmo reconhecendo o risco de a equipe parecer “completamente estúpida” caso algo desse errado. Para o francês, a disputa limpa entre os dois foi positiva para o time e para a Fórmula 1, além de reforçar um ambiente de crescimento dentro da equipe. 

Leclerc, aliás, apareceu em outra frente importante do noticiário ao defender os carros de 2026. Em contraste com críticas mais pesadas de outros pilotos, o monegasco afirmou ter gostado da nova dinâmica de corrida e classificou o duelo com Hamilton em Xangai como divertido, duro e limpo. A visão do ferrarista ajuda a mostrar que, dentro do grid, não há consenso sobre o novo regulamento, especialmente quando o debate gira em torno da sensação de corridas “artificiais”. 
Hamilton também reforçou o bom momento da Ferrari, ao menos em termos pessoais. Em entrevista destacada pelo F1Mania.net, o britânico afirmou que sente ter voltado ao seu melhor nível “tanto mental quanto fisicamente”, após um 2025 muito difícil. O primeiro pódio com a equipe na China foi tratado por ele como um marco importante, especialmente por vir depois de um ano sem top-3 e após participação direta no desenvolvimento do novo carro. 
Se a Ferrari tenta olhar adiante com algum otimismo, a Aston Martin vive um cenário bem mais delicado. O site mostrou que a FIA pode até limitar as atividades da equipe no GP do Japão por causa das fortes vibrações causadas pelo motor Honda, problema que já afeta a saúde de Fernando Alonso e Lance Stroll. A situação é tão séria que Alonso relatou perda de sensibilidade nas mãos e nos pés, enquanto Stroll também sofre forte desconforto após poucas voltas. 

Como se isso não bastasse, a equipe inglesa também segue se reorganizando nos bastidores. Outra publicação do dia revelou que Adrian Newey está pessoalmente à frente da busca por um novo chefe de equipe para a Aston Martin, num movimento pensado para reforçar a gestão de alto nível enquanto Andy Cowell se concentra na integração da unidade de potência com Honda e Aramco. Entre os nomes avaliados estão figuras de peso do paddock, o que mostra que a Aston tenta reagir tanto na pista quanto fora dela. 
No fim das contas, o 18 de março no F1Mania.net deixou um retrato claro do momento da Fórmula 1. A Ferrari tenta aproveitar cada brecha do calendário e cada sinal de evolução de Hamilton e Leclerc para se aproximar da Mercedes, enquanto a Aston Martin entra em Suzuka cercada por dúvidas técnicas, físicas e administrativas. 
