A Fórmula 1 teve nesta terça-feira um noticiário puxado pelos bastidores da Ferrari e pelos problemas da Aston Martin com a Honda antes do GP do Japão. No F1Mania.net, o dia girou principalmente em torno de possíveis caminhos para reduzir a diferença para a Mercedes, ajustes técnicos em Maranello e o pessimismo de Lance Stroll com a situação da equipe inglesa. 
Um dos temas centrais do dia foi a possibilidade de a Ferrari ganhar margem para mexer em sua unidade de potência ainda em 2026. Segundo publicação do site, a criação do ADUO pela FIA pode abrir espaço para horas extras de desenvolvimento e mais verba de ajuste para fabricantes que estiverem entre 2% e 4% abaixo do melhor motor, com a Mercedes servindo de referência. Fred Vasseur admitiu que esse mecanismo pode ser uma oportunidade para a equipe italiana reduzir a diferença, embora a liberação para a Ferrari hoje ainda pareça improvável. 
Ao mesmo tempo, a Ferrari também apareceu em destaque por causa de duas decisões técnicas distintas. A equipe decidiu suspender o uso da pequena novidade aerodinâmica no halo, a chamada “miniasa”, depois de conversas com a FIA no GP da China, preferindo evitar desgaste regulatório e possíveis questionamentos de rivais. Por outro lado, confirmou que a “asa Macarena” será utilizada no GP do Japão, depois dos testes feitos no treino livre em Xangai, ainda que o sistema siga em fase inicial de desenvolvimento e precise de refinamentos. 
Ainda sobre a Ferrari, Vasseur tratou de esfriar a expectativa em torno da nova regra da FIA para taxa de compressão dos motores. O dirigente avaliou que a medida, aprovada por unanimidade e que passará a considerar avaliações também a 130°C, não deve provocar uma virada importante no desempenho das equipes. Para ele, o impacto mais relevante seguirá ligado ao ADUO, à gestão de energia e ao desempenho geral do carro, e não a uma única mudança regulatória. 

Do outro lado do grid, a Aston Martin segue mergulhada em preocupação com a unidade de potência Honda. Stroll afirmou que não acredita em uma solução a tempo do GP do Japão e chegou a pedir que os fãs “orem” por ele, em meio aos problemas de vibração que já vinham desde a pré-temporada. A publicação do F1Mania.net também relembrou que Adrian Newey havia dito antes da Austrália que os pilotos estavam limitados a 25 voltas consecutivas para evitar danos nos nervos das mãos, e que Fernando Alonso chegou a aliviar as mãos no volante durante a prova em Xangai antes de abandonar. 
Assim, o resumo do dia no F1Mania.net mostrou uma Ferrari tentando acelerar sua reação técnica para Suzuka, enquanto a Aston Martin vive um cenário bem mais delicado. Entre regulações, peças novas e falhas mecânicas, a preparação para o GP do Japão começou com mais perguntas do que respostas. 
