F1 hoje: China no foco, motor em xeque e BYD na mira

A Fórmula 1 virou a chave para o GP da China nesta terça-feira (10/03/2026), mas o noticiário do dia no F1MANIA.NET mostrou que o paddock ainda tenta entender vários efeitos da nova era técnica. Entre discussões sobre motores, preocupação com o calendário e movimentos de mercado, a categoria entra na segunda etapa da temporada com mais perguntas do que respostas. 

Um dos temas mais relevantes do dia foi a possibilidade de mudanças nas regras de gestão de energia já nas próximas corridas. Nikolas Tombazis afirmou que a FIA tem opções para lidar com as críticas surgidas após Melbourne, mas a posição das equipes foi manter as regras atuais nas primeiras provas e reavaliar o cenário depois do GP da China. Toto Wolff também reforçou que, se for necessário ajustar algo para melhorar o espetáculo, a Fórmula 1 tem flexibilidade para agir durante a temporada. 

Essa discussão não se limita apenas à bateria. Segundo outra publicação do site, FIA e equipes concordam que os novos motores ainda precisam de ajustes, embora não exista consenso sobre o que exatamente deve mudar. O debate também envolve o motor de combustão interna, e quatro ou cinco possibilidades já estariam sendo consideradas, sem garantia de que alguma alteração chegue a tempo do GP do Japão. 

Na Aston Martin, o cenário segue delicado. A equipe ainda deve enfrentar problemas com a unidade de potência Honda no GP da China, já que as medidas contra vibração só devem estar totalmente prontas para Suzuka, no fim de março. Depois de um fim de semana complicado na Austrália, com Lance Stroll fora da classificação e abandonos de Fernando Alonso e do próprio Stroll na corrida, a perspectiva para Xangai continua longe do ideal. 

A Ferrari, por sua vez, chega à China com uma novidade técnica que promete chamar atenção. A equipe vai usar pela primeira vez em corrida a chamada asa traseira “Macarena”, vista de forma experimental na pré-temporada no Bahrein. A peça gira completamente em seu eixo para alterar o ângulo de ataque e recriar um efeito parecido com o DRS, tendo passado por debates e aprovação final da FIA antes da introdução em Xangai. 

F1 hoje: China no foco, motor em xeque e BYD na mira
Foto: Audi F1

Entre os brasileiros, Gabriel Bortoleto adotou um discurso de cautela, apesar do começo animador na Austrália. Depois de largar em décimo, terminar em nono e somar dois pontos na etapa de abertura, o piloto da Audi classificou o início de 2026 como “muito encorajador”, mas ressaltou que ainda há muito a aprender sobre o carro. Para a China, ele vê semelhanças entre Xangai e os desafios encontrados no Bahrein e aposta nas lições da pré-temporada para tentar sair na frente já no único treino livre do fim de semana Sprint. 

Fora da pista, o dia também trouxe uma possível novidade de peso para o futuro da categoria. A BYD estuda entrar no automobilismo e vê a Fórmula 1 como uma das opções estratégicas para ampliar sua presença global. A fabricante chinesa ainda não tomou uma decisão definitiva e pode tanto criar uma equipe do zero quanto comprar uma estrutura já existente, embora o custo estimado de uma temporada, na casa de US$ 500 milhões, apareça como um dos principais obstáculos. Se avançar, a marca poderá se tornar a primeira equipe chinesa da história da F1. 

Por fim, a tensão geopolítica segue pressionando o campeonato. A realização dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita em abril continua incerta por causa da crise no Oriente Médio, agravada por ataques e interrupções de voos na região. A Fórmula 1 ainda monitora a situação antes de tomar uma decisão final, mas já trabalha com a possibilidade de cancelar ambas as etapas e manter o calendário de 2026 com 22 corridas, sem substitutas em abril.